27 de mar 2015
 Nome: Cidades de Papel
 Autor: John Green
 Editora: Intrinseca
 ISBN: 978858057374-9
 Páginas: 368

 Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Atribuí:3 

Demorou mas finalmente me rendi a outro livro do John Green, apesar de não ter gostado muito dos outros dois. Comecei esse livro depois de ter visto o trailer do filme, fiquei bem curiosa e a história não me decepcionou. Perguntei em um grupo do Whatsapp – o do Lente Criativa – e as meninas me disseram que detestaram o final e que preferiam o ‘Quem é você, Alasca’ (para ler a resenha clique aqui), não concordo, realmente gostei desse livro. <3

Esse é o terceiro livro do John Green que leio e consegui ver várias semelhanças entre eles, como as formas que ele encontra de fazer suspense até o final, de explorar a natureza trágica dos personagens e o rush adolescente – a alegria da insensatez.

No livro temos Quentin é um nerd, amante da rotina e centrado pra caramba (como ele mesmo diz, por seus pais serem psicólogos), porém, Margo Roth Spiegelmant por quem é apaixonado desde pequeno acaba virando sua vida para direções que nunca tomaria sozinho.

– De perto tudo é mais feio. – disse ela.

– Não você. – respondi sem pensar.

Margo por sua vez tem uma personalidade épica, faz de cada cena de sua vida marcante, pelo menos isso é a visão que todos, mas com o tempo, conforme as peças vão se juntando e podemos ter uma ideia melhor de como sua mente funciona.

A presença da “Canção de mim mesmo” – de Walt Whitman – tornou o livro bem profundo, são tantas reflexões que comecei a pensar em minha própria vida, o poema tem esse poder, acaba se encaixando em tudo que vivemos e que poderíamos viver e passamos a encarar a tragédia como não uma coisa trágica em si, mas um fato inevitável, que temos de ligar.

[…]

Vadio uma jornada perpétua

Tudo segue e segue sem parar… nada se colapsa,
E morrer é diferente do que se imaginava, bem mais afortunado.

Se ninguém mais no mundo está ciente, fico contente. E se cada um e todos estão cientes, fico contente.

[…] 

Trecho da Canção de mim mesmo.

Realmente recomendo o livro, mas só porque o filme está para sair, mas porque realmente me prendeu, vou confessar e comecei vários livros com esperança de que um me pegasse, esse conseguiu logo nas primeiras páginas. :D

ps: O livro alimentou minha vontade de espalhar mapas cheios de pins pelo quarto.

ps2: Eu li pelo kindle, então não tenho muitas informações quanto a versão impressa, sorry.

ps3: Minha câmera quebrou, por isso dei uma sumida daqui, mas o problema já está sendo resolvido, depois conto para vocês como.

 

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Postado por:
Carla Nascimento

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