24 de abr 2019

Passei alguns meses pesquisando lojas de mochilas e bolsas sustentáveis em que pudesse encontrar alguma que se encaixasse nas minhas necessidades. Acabei me apaixonando por algumas lojas, seus princípios e esforços e tive bastante dificuldade em escolher uma.

Atendendo a pedidos de uma seguidora, resolvi fazer esse post, onde posso falar um pouco mais sobre as especificidades de cada uma, que independente de qual mochila comprei no final, são bem legais e merecem o holofote.

Algumas das características das lojas irão bater, porque ainda é um mercado pequeno, o sustentável, que esta crescendo rápido, ainda bem, minha esperança na verdade era que devido a demanda, ao interesse do público,  mais marcas aderissem ao slow fashion, começassem a se atentar a quem produz suas peças, de onde vem e de que forma é extraída a matéria prima usada, enfim, nós podemos colaborar pesquisando e reclamando. Vamos lá!

Maria Tangerina

Um amor desde o nome a dona (Priscila Cortez). Peças super delicadas, com formatos único, reconheço fácil na rua quando alguém está usando. Recentemente lançaram a coleção leve com estampas de folhas, tudo muito lindo e bem acabado.

Ótima comunicação nas redes, sempre falando sobre a marca e sustentabilidade. Quem produz as peças é o Cardume de mães, as artesãs são citadas por nome (Hoje formado por: Rosinha Matos, Herculania Reis, Eliane Marques e Francisca Laura), isso é destacado sempre, além dessa conexão, mantem relação com outras marcas da mesma esfera, o que acaba fortalecendo a corrente e o movimento Slow Fashion.

Produtos: Bolsas, Mochilas, Pochetes, Bolsa Bau, Necessaires, Ecobag

Alguns dos materiais utilizados: Suede sintetico, camurça, lona de algodão 100% reciclado, tecido acquablock.

  • Não utilizam nada de origem animal

Onde encontrar:

Feira Jardim Secreto  (Geralmente na praça Dom Orione, pesquise antes)

Casa Jardim Secreto
Rua Conselheiro Carrão, 374, Bixiga

Galpão Jardim Secreto
R. Maj. Sertório, 209 – Vila Buarque

Site | Instagram

Telurica

Conheci a marca ao vivo em uma das feiras Jardim Secreto e as cores e tecidos diferentes chamaram minha atenção.

A telurica utiliza tecidos reciclados de garrafa PET e upcycling de peças de brechó, dando uma vida longa maior a peças já descartadas, aposta em cores vibrantes e visual rustico. Quem produz é o Cardume de mãe (citado acima).

Produtos: Mochilas, bolsas e pochetes.

  • Não utilizam nada de origem animal.

Onde encontrar:

Também participam da Feira Jardim Secreto na praça Dom Orione.

Site | Instagram

Pano Plano

Cores e estampas lindas, posso atestar a qualidade pois tenho uma mochila deles agora, tecido hidro repelente, ecológico, produção artesanal local. Quem faz: Seu Gersinho, Renata e Esmeralda.

Produtos: Mochilas, necessaires, bolsas térmicas.

  • Não utilizam material de origem animal.

Site | Instagram

Modelaria

Cores vibrantes, visual básico, esportivo, mesmo nas estampas (listras ou texturas no tecido). Tem uma presença forte nas redes sociais.

Quem faz: As capas de chuva são produzidas pela Basquê Atelie. Sobre as mochilas, nessa semana de #fashionrevolution a marca prometeu divulgar mais informações essa semana no instagram, então atualizarei esse post conforme fizerem.

Material: 100% Algodão, forro de nylon.

Produtos: Mochilas (grandes e pequenas), pochetes, bolsas, capas de chuva.

  • Não utilizam material de origem animal.

Onde encontrar:

Ateliê próprio:

Rua General Jardim, nº 645, sala 91 – Vila Buarque – São Paulo/SP

Loja Endossa Augusta
Rua Augusta, 1372
São Paulo / SP

FEIRAS E EVENTOS
Informações nas redes sociais.

Site | Instagram

Atelie Nha Maria

Peças lindas e produzidas pelo exercito de uma mulher só que é a Sâmara Cardoso (Ela mesma desenha, corta, costura, etc). Algumas peças são únicas, várias de cores mais sóbrias, básicas, ideais para trabalho e outras com estampadas e bem divertidas.

Materiais: Jeans, Sarja, Oxford, Suede, Couro sintético.

Produtos: Bolsas, mochilas, carteiras e porta-óculos.

Onde encontrar:

Site | Instagram

Por enquanto é só, espero fazer mais posts assim por aqui logo. Leu até aqui? Deixa um comentário :)

 

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28 de jan 2019

15/01

Se tem uma coisa que é uma dificuldade na minha vida é demonstrar sentimentos por pessoas, com coisas é tão fácil, sinto tanto por objetos e musicas e filmes, me desfaço em emoção, provavelmente por saber que essas coisas não tem poder sobre mim. Mesmo que eu me decepcione com uma série, ela não vai me destruir pessoalmente, diretamente, não vai pular da tela e me pegar, eu posso disser que a amo, sem sofrer consequências graves.

Mas como diabo eu posso dizer isso a uma pessoa, seja amigo ou relacionamento amoroso VOU TERMINAR ESSE TEXTO DEPOIS PORQUE NÃO SEI DO QUE TO FALANDO

28/01

Oi!

Acabo de encontrar esse texto aqui no blog e olha que coisa. Não que eu tenha mudado algo, continuo com dificuldade para expressar sentimentos, mas a decisão de parar de falar em um momento em que eu estava claramente ansiosa.

Um tempo atrás havia descoberto essa técnica incrível para não entrar em discussões no Facebook. Sempre que eu lia algo que discordava, qualquer tipo de coisa infundada ou sem sentido que sabia que se entrasse em debate, não levaria a lugar algum (ou apenas ao reino da frustração), escrevia a resposta que estava pensando e, ao invés de pressionar enviar e liberar o inferno na terra, apagava.

Por consequência acabei me afastando da rede social e do ódio que se propaga na mesma, voltando apenas em períodos eleitorais onde posso esquecer tudo isso acima e soltar meus cachorros onde acho que vale a pena.

As vezes se poupar é mais saudável.

Look das fotos: Macaquinho jeans da feira de brechós na bresser, camiseta + sustentável da C&A, Oxford da Via Uno, Mochila da Oumai.

Look ilustrado:

Carly versão Xuxa

palavras chave: mulheres jeans short

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15 de jan 2019

Dependência emocional, fiquei sabendo desse termo no final do ano passado e comecei a pensar a respeito. A verdade é que é verdade, bom, pelo menos na minha vida, sou uma pessoa extremamente dependente dos outros.

É importante entender para não assumir coisas: Eu não preciso que as pessoas me deem algo ou façam algo por mim, preciso que elas estejam ali.

Isso, pode parecer, a quem olha para o próprio umbigo, que poderia ser qualquer pessoa, que ela não é especial e sim, também é verdade, ninguém no mundo é especial, somos completamente irrelevantes no ponto de vista universal, mas quem somos para as pessoas que amamos e quem nos ama, importa, então é óbvio, que sejam essas pessoas que queremos por perto.

A solidão é opressora e quando estou sozinha minha cabeça se enche de pensamentos sobre erros do passado e medo de fazer coisas no presente que influenciem o futuro e assim, confesso, usei por muitos anos meus amigos de muleta, por isso me desculpo, apesar de ainda acreditar que essa é a real função do amigo, te ajudar a suportar a dor que é a existência, sei que fui muleta de muitos e tenho orgulho de tantas gargalhadas que demos e conversas profundas sobre probleminhas na cabeça.

Tenho sérios problemas de confiança, é muito difícil que eu permita que alguém tome uma decisão por mim, escolha algo que me envolva sem minha opinião ou sem que eu me ofereça pra fazer, com certeza isso vem de algum ponto da minha vida cheia de facadas nas costas. Posso te contar minha vida toda, mas só vai saber se eu confio em você se um dia eu te deixar escolher onde vamos, sem questionar. Assim como, só vou saber se essa confiança foi merecida, observando o seu comportamento após um desentendimento.

Você pode dizer mil coisas que quebrem meu coração, que vai ter outra chance de consertar, de que minha mente apague tudo e voltemos a praticamente ao que era antes, mas, se no momento que eu virar as costas não houver lealdade, meu bem, estamos arruinados.

Estou me esforçando agora para lidar com minha própria companhia, entender quem realmente quero por perto e o nível de intimidade com cada pessoa, sempre mergulhei fundo demais sem reparar direito onde ou em quem estava me afundando. Relações superficiais machucam menos, mas ainda prefiro sentir pra caramba do que não sentir nada.

E ao contrario do que percebemos quando estamos em relações abusivas, tóxicas ou de dependência, ainda é melhor estar sozinho, do que essa autoflagelação que permitimos em nossas vidas por medo de ficarmos. De uma forma ou de outra, não me arrependo, fiz o que pude com o que tinha na época e aprendi, principalmente com o que deu errado.

ps: Sim, usei a frase de High School Musical pro titulo, kkk.

 

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