21 de mar 2017

Iron Fist (no Brasil, Punho de Ferro), estreou na sexta-feita (dia 17) na Netflix e eu já maratonei a serie para contar pra vocês tudo que achei sobre ela. Mentira, eu sou viciada em Marvel e iria assistir de qualquer forma mesmo, só to usando isso como desculpa.

Na série vamos conhecer Daniel Rand, o herdeiro da fortuna das Indústrias Rayne, que após um acidente de avião no Himalaia, que matou seus pais, Wendell e Heather Rand, foi dado como morto por 15 anos. Mas Danny foi salvo e viveu todo esse tempo na cidade mística de K’un-Lun, uma das Sete Capitais do Céu. Lá, Danny aprendeu a canalizar o seu chi e se tornou o Punho de Ferro.  A série começa com a sua volta a Nova York para recuperar a empresa do seu pai, a dificuldade em provar quem ele realmente é, e a missão de derrotar o inimigo declarado do Punho de Ferro, o Tentáculo.

Para quem não conhece nada do universo Marvel, e eu não estou me referindo as HQs (não vou comparar série e HQ), mas sim as séries e filmes, pode perder bastante referencias, principalmente a Demolidor e Jessica Jones, e essa foi uma das coisas mais legais de Punho de Ferro, a quantidade de referencias que a série fez aos outros “heróis”, que junto com ele, formaram os Defensores, pois só me deixou ainda mais ansiosa para ver todos juntos.

collen punho de ferro

Punho de Ferro não foi a melhor série da Marvel, ela com certeza tem alguns pontos positivos, como por exemplo a personagem Colleen Wing, que com certeza foi o melhor acerto da série com relação aos personagens. É uma personagem feminina forte, uma lutadora incrível e uma personagem muito bem construída quando o assunto é rumo, proposito e carga emocional. Com relação as outras atuações considero todas bastante medianas, inclusive a do Finn Jones, que interpretou o Punho de Ferro.

Com relação ao lado mistico, principalmente os poderes, vamos ver poucas coisas, mas esse é o proposito da série, não ser uma série sobre a origem. O que vamos ver é uma rápida explicação do que é o poder do punho de ferro, algumas poucas cenas do Danny descobrindo algo novo no seu poder e alguns flashbacks (mais no final da série) que mostram K’un-Lun. No geral eu considero que isso foi um ponto positivo, pois a série já teve um pouco de dificuldade de se desenrolar, se tivesse tentando abranger, também, muitas questões de origem do personagem ou dos seus poderes, isso teria sido bem pior.

punho de ferro lutando

As cenas de lutas seguiram um pouco abaixo das outras séries da Marvel também. E quando tivemos uma boa cena, acabou sendo um pouco que “mais do mesmo” do que já vi, principalmente, em Demolidor.

Depois de tudo isso você deve estar se perguntando se vale a pena ver a série, e sim, com todos os seus defeitos com certeza vale a pena maratonar a série principalmente por duas razões: Se você planeja assistir Os Defensores e se você vem acompanhando as outras séries da Netflix em parceria com a Marvel e ficou curioso para ver um pouco mais sobre o Tentáculo nas telas. Agora se você não curtiu muito as outras que a Marvel já lançou, talvez essa também não vá te agradar, pois entre elas, essa não é a melhor.

E ai, vai assistir ou já assistiu? Me conta lá nos comentários. xoxo :*

Crédito: O site Adoro Cinema foi usado para ajudar na composição da sinopse. 

 

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14 de mar 2017

Hey pessoas, aqui é a Bia, nova colaboradora do blog para a categoria TV e Cinema, e para o meu primeiro post eu resolvi trazer para vocês uma pequena listinha de documentários que podem ajudar a entender o movimento feminista é a importância dele na nossa sociedade. Escolhi falar um pouco sobre essa temática por duas razões principais:

1ª: Dia oito foi o dia das mulheres e considero que é uma época bastante importante para a gente pensar o quanto ser mulher significa ser um ser de luta. Luta por espaço, por voz, por direitos…
2ª: Até hoje o feminismo é um assunto que incomoda muita gente, principalmente pela grande quantidade de “desinformação” que circula na internet, então considero de extrema importância a gente buscar e mostrar materiais que possam desconstruir isso. E acredito que esses documentários podem ajudar.

Agora chega de razões do porque desse post e vamos a lista, ela não é muito grande pois não é tão fácil encontrar documentários sobre mulheres ou temas da nossa vivencia. Aquela coisinha chamada representatividade já tá em falta nos filmes/séries, imagina nos documentários.

THE HUNTING GROUND

Um dos documentários que aborda, na minha opinião, uma das maiores lutas do movimento feminista e um dos maiores problemas sociais que a gente tem no mundo, a cultura do estupro. O foco do documentário é mostrar, através do relato de alguns vitimas, os inúmeros casos de estupro nas universidades americanas. Mesmo que a nossa realidade seja um pouco diferente, eu acredito que a grande questão ao assistir esse documentário é que ele mostra como a cultura do estupro é algo que está internalizado na nossa sociedade. Como é comum culpabilizar a vitima e esconder o que aconteceu. Além disso, ele também aborda uma outra questão bastante importante ao discutir essa temática, que nem sempre o agressor será alguém que a gente não conhece, pode ser alguém da família, alguém que estuda na sua sala, enfim, alguém que é da sua convivência social.

Uma curiosidade é que a cantora Lady Gaga foi quem produziu a musica tema e a musica, inclusive, foi indicada ao Oscar. Ela abraçou o projeto pois foi estuprada enquanto estava na universidade, então a apresentação da musica para a cerimonia também é bastante emocionante, recomendo vocês assistirem depois do documentário.

Ah! O documentário está disponível na Netflix.

CLANDESTINAS

O aborto ainda é considero crime no Brasil, mas isso não impede que ele seja realizado. E esse documentário vai relatar exatamente isso, historia de mulheres que, por diferentes motivos, já realizaram um aborto. É um documentário incrível e emocionante que com os seus vinte e poucos minutos de duração consegue quebrar muitos preconceitos.

Ele está disponível no youtube gratuitamente, então vou deixar o vídeo aqui para vocês.

SHE’S BEAUTIFUL WHEN SHE’S ANGRY

E claro, não poderia deixar de fora dessa lista um documentário que falasse um pouco sobre a historia do movimento. Esse é um documentário que eu já adoro desde o seu titulo, She’s Beautiful When She’s Angry (ela é linda quando está brava), que é super provocador. Nele vamos conhecer um pouco da luta das mulheres contra o feminicídio, estupro, aborto nos anos de 1966 a 1971. Mas, pra mim, as duas grande questões dele é que:
1. Mostrar grandes mulheres que lutaram para que hoje pudêssemos estar aqui falando de questões tão importantes da vida das mulheres e 2. Dá um choque ao mostrar como algumas questões ainda são tão atuais.

O documentário é realmente muito bom, pois também mostra que uma luta sempre está atrelada a outra quando faz o recorte para questões das mulheres negras e das mulheres lésbicas.

Ah! E esse também está disponível na netflix.

Então é isso, espero que vocês tenham gostado e não deixem de me contar nos comentários qual ficou mais interessado em ver ou se já viu algum. xoxo :*

 

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