10 de nov 2020

Esse final de semana fui a exposição do Gabriel Wickbold na MABFAAP, desde a volta dos eventos culturais e foi incrível, perfeito recomeço nas atividades. Descrevendo rápido, posso dizer que, foi uma experiência imersiva e expressiva.

Espero que gostem:

A primeira sala é vibrante e emotiva, me fez pensar muito sobre como ao mesmo tempo as cores pareciam muito belas para mim e no processo de produção, que provavelmente foi sufocante para os modelos.

E isso acaba se repetindo por toda a exposição, todas as fotografias são belíssimas, há intervenções com tudo que é tipo de material, gera a curiosidade de ver o processo, como foi feita cada uma das séries, como ele chegou nos resultados.


exposição, segue a tendência das que mais chamam atenção na atualidade, no sentido de ser Instagramável, bem fotogênica para quem gosta de fotografar, com formas geométricas formando layouts diferentes nas salas, dependendo de qual ângulo se olha. Mas também trás críticas a respeito, pelo menos foi o que senti na sala I_am_online, que fala sobre o sufocamento que a conectividade causa a geração atual, a necessidade de estar conectado sempre e acabar perdendo o que esta a nossa frente offline.

Amei as cores, movimentos e técnicas escolhidas para apoiar o tema em cada uma das salas. A sala Sans Tache foi a que mais senti necessidade de ficar analisando os detalhes de cada foto, as poses e imersões nas fotos me tocaram de alguma forma.

Na sala I_am_light ele diz ter usado glitter. Fiquei apaixonada pelo efeito lighting painting que conseguiu:

A última sala é extremamente pesada, todas as obras foram criadas na pandemia e da pra sentir a angustia olhando para qualquer uma das obras. Foi a que passei mais rápido, ele conseguiu capturar o pesadelo. 

Nunca tinha visitado o Mabfaap, é meio fora de mão, porém o espaço é lindo, as luzes que os vitrais coloridos refletem no chão são um charme, o lugar é enorme, já estou ansiosa pelas próximas exposições.

Mais detalhes:
Exposição gratuita
Precisa agendar pelo site: Clique aqui
Abre de quarta à segunda, das 11:00 às 17:00
Recomendações de segurança sendo seguidas direitinho, estava super vazio, fomos no último horário.

 

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25 de ago 2020

Ainda acho incrível e me surpreendo com o hush de emoções que me vem na escrita.

Arrebatada pelo fluxo de ideias, as vezes não tenho tempo sequer de encontrar uma superfície adequada para depositá-las ou traduzi-las para algo entendível a terceiros.

É um prazer que só vem da escrita e por consequência, da leitura, sentir nas páginas de terceiros a mesma emoção que os tomou. Entendo autores que se descrevem mental ou fisicamente em seus personagens. Se dissolver em palavras, despejar sua essência em algo até que ambos estejam fundidos. Um ferimento fatal carregaria ambos.

É um romance com a obra, ainda que a mesma não seja rotulada assim. As vezes uma dança, outras uma luta de esgrima, que se toma de forma fluida ou com investidas e recuos. Você pode ser destruído no processo, enquanto a plateia se mantém de fora, estática, torcendo ou atirando tomates verbais.

Houveram períodos em que a evitei, outros que a encarei aguardando uma resposta, que me tomasse de novo e encontrássemos um caminho que não havia sido determinado no começo e tamanho foi o desapontamento ao perceber que essa relação não poderia ser forçada apenas pela afeição.

Foi quando parti, anestesiada, em busca de outros desafios e julgando nunca ter feito diferença alguma. Até vê-la novamente.
Não me julgava romântica, considerava uma heresia dispensar tamanho sentimento a seres mundanos que desapontam, ainda que tenha feito inúmeras vezes. Não, a verdade é que sou casada com a arte, meu primeiro amor encontrei no papel, com desenho e tinta, e foi a escrita, que me recebeu com leveza e braços abertos, quando estive pronta para entender, que apenas divido o restante do tempo, com os humanos a minha volta, enquanto anseio voltar para seus braços.

 

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13 de ago 2020

O título pra mim define o que a internet virou em nossas vidas.
A sensação constante de que o tempo é pouco, que estamos perdendo algo.
Ultrapassou o FOMO (Fear of missing out) e virou, o que?
É como estar estar num espaço quadridimencional, tentando ver todos os lados ao mesmo tempo.

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Lidar com tantas redes sociais, sites de notícias, estímulos, se tornou impossível. Antigamente (nossa, idosa antes dos 30, que coisa louca) se nós acelerássemos o passo, víssemos tudo mais rápido, dormíssemos uma hora mais tarde, conseguiríamos pelo menos saber as tragédias e memes dos últimos dias, que são os destaques do Brasil, sejamos sinceros.

Hoje com 5 horas no celular por dia, se você sabe 1% do que aconteceu no dia é muito, quando percebe, não fala com seus amigos mais próximos de verdade há semanas, porque vê apenas e posta apenas para o geral, não se dirige especificamente a ninguém.

A arte de mandar indireta se tornou obsoleta, porque não há tempo pro outro perceber que é com ele, mande o “me beija” ou “me deixe em paz” pelo inbox, pode ser que a pessoa te responda em 3 dias.

Quantas horas meu dia precisaria ter?

Essas reflexões são repetitivas, mas isso realmente se repete quando a situação se recicla e nossa interação não muda.
Você se considera focado, forte o bastante para ignorar o fluxo irrefreável de informações da internet para viver a vida offline? Se esse for o caso, conseguirá encontrar pessoas com quem interagir da mesma forma?

Em quantas telas você desempenha cada função? Você assiste tv (filmes,
o que seja), com o celular na mão? O que você ouve enquanto trabalha? O que você vê enquanto come? Quem você escuta enquanto anda ou corre?

 

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