10 de fev 2014

Recentemente tive uma conversa com um blogueiro cujo o blog tem como público alvo mulheres. Como li suas postagens, perguntei sobre a forma que seus posts eram escritos, parecendo sempre julgar as mulheres, generalizando e quase sempre chegando a conclusão de que teríamos que tomar cuidado para não virarmos piriguetes, sedentas de atenção, gordas, medíocres e alguns outros termos.

Pausa para o primeiro erro:
A generalização, quando você junta todas as mulheres no mesmo saco e passa a atribuir ações, qualidades e defeitos a elas por igual, você não está escrevendo para o público feminino em si, você esta escrevendo para um público machista, seja masculino ou feminino. Por que sim, existem mulheres machistas e conservadoras que ainda acreditam que temos que nos manter no “nosso” lugar.

Ele me explicou que seria pelo público alvo do blog, que as leitoras gostariam de saber sobre aqueles assuntos, acredito que não tenha entendido que me referi a “maneira de dizer”, não tinha nada contra os assuntos. Então ele disse, por exemplo, que uma mulher gostaria de ler sobre “O que fazer no primeiro encontro” e eu respondi que nem sempre. Nós estamos mais preocupadas com o que vestir e no que o cara vai fazer no primeiro encontro. Não que eles tomem todas as atitudes, porque isso caiu a muito tempo, mas porque da maneira dele lidar com diversas situações dependerá tudo, o sucesso desse encontro e todos os outros, se é que eles existirão.

Resumindo o porque eu contei tudo isso para vocês:

Ao longo dos anos vim escutando vários pontos de vista, sobre o que os homens acham que as mulheres querem, o porque delas agirem de tal forma e como isso os afeta. Infelizmente, muitos chegam a mesma conclusão, de que as mulheres são iguais e as tratam como se fossem, mas felizmente vou dizer o que as mulheres querem, acima de segurança, aventura, família grande, uma casa, um carro, uma carreira de sucesso: Respeito.
Nós queremos ser ouvidas e consideradas. Sim, nós podemos comentar sobre traições, gente vendida e exibicionismo, mas queremos ser eximias da culpa que nos foi imposta desde que nascemos por Eva ter mordido uma droga de maçã que nem sabemos se existiu.

Nada dita como realmente devemos agir e o que fazer, só quem tem o poder de fazer isso somos nós mesmas. Não importa o quanto seremos julgadas e qualificadas em subcategorias, somos o que somos e enquanto estivermos nos sentindo bem com isso, ok.

Espero que a pessoa com quem conversei entenda o que eu quis dizer com esse post e naquela conversa, e que a partir de hoje faça menos julgamentos inadequados sobre nós. Aos demais, não entendam esse post como uma indireta, tudo que eu disse aqui provavelmente foi dito no dia da conversa.

 

Acompanhe o blog também nas redes sociais:  Facebook InstagramTwitter

02 de fev 2014

Olá, estou esgotada, queimada e dolorida, mas feliz pelas fotos e experiência.
Foi o primeiro ano novo chinês da Liberdade que compareci, porém é a nona vez que o evento é realizado no bairro. Vou explicar um pouco como funciona a festa para vocês.

Por que o ano novo chinês é comemorado mais tarde?

Os chineses assim como outras nações do oriente, seguem um calendário próprio, o chinês. Este calendário leva em consideração as fases da lua e a posição do sol.

O ano novo chinês começa na noite da lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo quinto grau de Aquário.

Ano passado o ano novo chinês caiu no dia 10 de fevereiro, este no dia 30 de janeiro. Este ano é, segundo o calendário o ano 4712. Meio complicado, não é? Vamos complicar mais.

Os chineses atribuem cada ano a um animal, o zodíaco chinês. Cada animal é um signo, no total são doze. Esse animais teriam atendido ao chamado de Buda a uma reunião para celebração do ano novo (Não sei porque isso me lembra Mulan). Nesse ciclo, os animais vem nessa ordem: rato, boi, tigre, coelho, dragão, cobra, cavalo, cabra, macaco, galo, cão e o porco.

Esse ano é o ano do cavalo!

Eu não pude esperar até a queima de fogos por motivos de sensação térmica de 50 graus e dor nas pernas, porém tirei várias fotos da dança do dragão e de mais umas coisinhas, vamos a elas:

Fotos aleatórias:

Espero que tenham gostado, mas a festa não para por aqui, há várias atividades programadas para amanhã, confira no site: http://www.anonovochines.org.br

 

Acompanhe o blog também nas redes sociais:  Facebook InstagramTwitter

28 de jan 2014

Por parte da minha adolescência eu fui otimista, juro, esperava sempre coisas boas. Acreditava nas pessoas esperando o melhor delas. Uma sonhadora, porém não percebia como estava sendo ingênua.
Eu quebrei a cara, quebrei de novo e de novo. Quando imaginava as coisas que estavam por vir, eu tinha medo do quanto ia me machucar se não saísse pelo menos parecido com a forma que pensei.
Precisei de um trauma pra entender que as coisas nunca saem como a gente imagina.
Não vou contar o que aconteceu, mas foi tão oposto ao que eu esperava, que praticamente não teria sido capaz de imaginar.
Na época eu estava lendo ‘As crônicas de Nárnia’ e acabei caindo na parte do brejeiro (criaturas que se assemelham a espantalhos e são muito pessimistas), que previa destinos terríveis até para a menor das situações, pois segundo seu pensamento nada pior além do pior poderia acontecer.
Isso acendeu uma lâmpada na minha cabeça e até hoje para mim faz muito sentido.
Não fiquem chocados, eu explico o por quê.
A partir de um ponto da vida várias coisas começaram a dar errado pra mim e isso foi me deixando depressiva, então cada vez que eu esperava que algo bom fosse acontecer ou imaginava uma situação e na vida real não acontecia, eu ficava para baixo.
Nesse ponto você pode estar pensando, ‘Mas que frescura’ e alguns de vocês nunca entenderão mesmo. Praticar o pessimismo talvez tenha salvado minha vida.
Alternando momentos de alegria histérica e tristeza, eu consegui aos poucos encontrar meu equilíbrio.
Aprender a esperar pelo pior me preparou para as decepções e me ensinou ao mesmo tempo a dar valor as coisas boas.
Hoje em dia eu espero coisas boas para mim, mas asseguro de deixar a Carla pessimista já planejando o que fazer se tudo der errado.
Ps: Sei que algumas coisas que descrevi são sinais de bipolaridade, mas nunca fui ao psicólogo comprovar.

 

Acompanhe o blog também nas redes sociais:  Facebook InstagramTwitter

Página 38 de 42«1 ...343536373839404142... 42››
 
ir ao topo