24 de set 2013

 

Que a Clarice é ótima, que as músicas são geniais nós sabemos, isso já é assunto batido, mas eu queria parar para dividir tudo que se passa na minha cabeça ouvindo essa.
Como pode uma música tão curta me provocar um flashback, contendo tantas coisas boas e ruins e ainda me deixar com vontade de rever mais de mim mesma?
São coisas óbvias que mais nos surpreendem, nos filmes, nas séries, na vida, etc. Clichês, e por vezes não esperamos por eles. Nós sabemos que, enquanto cortamos algo, há o risco de nos ferirmos também e mesmo quando isso ocorre ficamos surpresos com o fato.
Então nos damos conta que cada uma das coisas ruins, cada queda, cada relacionamento mal sucedido, cada falta de grana, cada chuva, cada vez que a pipoca queimou e que perdemos a chave de casa na rua, nos ensinou uma coisa nova, por menor que seja. Essas pequenas ocorrências, ainda que insignificantes para o resto do mundo, nos tornam quem somos, felizes ou infelizes, cada parte do seu ser foi montada em cima dessa pilha de momentos. E esse é você, não é maravilhoso? (Tenho certeza que alguém ai pensou “Grande merda”)
Mas Carla, você precisou de uma música pra notar isso?
Não, como eu disse lá em cima: “São coisas óbvias que mais nos surpreendem” e me sinto feliz, por ainda conseguir me surpreender e apreciar essas coisas da minha vida, porque ainda que eu seja pessimista e passe boa parte do tempo achando tudo ruim, vejo a beleza das coisas, talvez até com maior apreciação. Por saber o que é ruim, dou mais destaque ainda ao que é bom.

Capitão Gancho – Composição: Clarice Falcão
Se não fossem as minhas malas cheias de memórias
Ou aquela história que faz mais de um ano
Não fossem os danos
Não seria eu
Se não fossem as minhas tias com todos os mimos
Ou se eu menino fosse mais amado
Se não desse errado
Não seria eu
Se o fato é que eu sou muito do seu desagrado
Não quero ser chato
Mas vou ser honesto
Eu não sei o que você tem contra mim
Você pode tentar por horas me deixar culpado
Mas vai dar errado
Já que foi o resto da vida inteira que me fez assim
Se não fossem os ais
E não fosse a dor
E essa mania de lembrar de tudo feito um gravador
Se não fosse Deus
Bancando o escritor
Se não fosse o mickey e as terças feiras e os ursos pandas e o andar de cima da
Primeira casa em que eu morei e dava pra chegar no morro só pela varanda se
Não fosse a fome e essas crianças e esse cachorro e o Sancho Pança se não fosse o
Koni e o Capitão Gancho
Não seria eu

 

Acompanhe o blog também nas redes sociais:  Facebook InstagramTwitter

15 de set 2013

Não que o gênero terror seja o meu favorito, mas acredito que seja a melhor opção, prefiro semelhanças entre os demônios, fantasmas e serial killers do que ouvir dez mil vezes as mesmas frases melosas de comédias românticas.
Quem assiste a muitos filmes de terror, esta bem familiarizados com os clichês dos mesmo, antigamente era mascarado, mas hoje em dia aparentemente o repertório acabou e repetem-se muito as cenas:

  • As personagens do filme ouvem um barulho do lado de fora ou no sótão ou no porão, vão atrás e se ferram.
  • Quando a “vitima” está correndo, em um estacionamento deserto ou floresta, ela sempre se esconde atrás de algo, chorando e respirando ruidosamente, de forma que logo é encontrada e quando tenta correr cai e morre (Obs: Se for o protagonista leva 10 facadas, mas não morre).
  • O vilão, ainda que humano, aparecerá do nada atrás do mocinho/mocinha e desaparecerá quando ele olhar, pelo menos uma vez durante o filme.
  • Loiras e Engraçadinhos da turma são os primeiros a morrer.
  • O personagem acorda de repente e acha que tem algo no quarto, então se abaixa e olha embaixo da cama (culhões de aço ou estupidez extrema?)
  • Quando tudo ficar silencio tenha certeza de que não acabou e provavelmente piorará, a porta irá bater ou algo, talvez o personagem, será arremessado.
  • Filmes como “A chamada perdida” possuem uma musiquinha que não conseguimos esquecer depois que o filme acaba.
  • Depois de “Atividade paranormal”, a frequência de cenas com pessoas arrastadas pelos pés e cabelos aumentou.

Coisas que a maioria das pessoas fazem ao assistir filmes de terror:
  • Cobre os pés caso algo queira te pegar.
  • Cobre os olhos quando a música indica que algo vai acontecer e depois que acontece fica perguntando pra pessoa do lado o que não viu.
  • Fica com medo de olhar pra trás pra ver se tem algo.
  • Evidencia o quanto o personagem é idiota dizendo se fosse você nunca iria por aquele caminho.
  • No cinema, se inclinar pra frente na cadeira com as mãos cobrindo a boca (observei um cara fazendo isso no cinema ontem, desesperado kkkk).
  • Cobrir a cabeça com os braços (também observei isso ontem).

Dica básica: Se você esta em um filme de terror e ver uma criança asiática de rosto branco, VÁ EMBORA o mais rápido que puder para um país onde não tenha asiáticos. 

Espero que tenham gostado e desculpem a demora para postar. Enfim, e ai? Se identificou? O que mais você faz durante filmes de terror?

 

Acompanhe o blog também nas redes sociais:  Facebook InstagramTwitter

07 de set 2013
Eu passei toda a minha vida colocando os outros a minha frente. Pensando no outro antes de pensar em mim, pois tinha medo que eles fossem embora, amigos, colegas etc. E depois de todos esses anos fazendo isso, acabei por perceber que pouquíssimas vezes era reciproco, que a maioria das pessoas não conseguem se colocar no lugar dos outros. Dentro de cada ser humano tem uma criança mimada, batendo o pé e prendendo a respiração até ficar roxa e é ela que não permite que as pessoas se desculpem ou percebam que estão erradas. O nome dessa criança é orgulho.
Agora imagine quando alguém besta como eu, que sempre deixei que os outros levassem vantagem sobre mim, resolvi bater o pé, pelo direito que eu tinha de não me foder estando com a razão (porque nesse casos, isso era inegável, outras pessoas me ajudaram a ter certeza disso) e observar como elas ficam chocadas e ofendidas, sendo obrigadas a estar uma vez no seu lugar.
Nos últimos tempos tenho perdido algumas pessoas, algumas que realmente gostava, que me divertia e outras com quem eu me identificava. Sofri com isso? Sim, porque não deixei de ser quem eu sou, uma trouxona que só chora. Me sinto mal pela situação, mas ao mesmo tempo, dentro de mim a criança orgulhosa esta feliz por que eu consegui.
Mas a que preço?
Ainda acho que estou certa? Sim
Voltaria atrás? Não
As perguntas que eu não consigo responder são:
Essas pessoas que eu perdi foram um dia minhas amigas? Algum dia se importaram de verdade?
Valeria a pena dar um passo atrás, esquecer o orgulho e voltar a se sentir capacho para tê-las de volta?
Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
Hoje alguém me repetiu aquela coisa de deixá-los ir e se eles não voltarem é porque nunca foram seus. Fiquei pensando, do jeito que sou impaciente nem estarei mais aqui se voltarem e ainda que vá me lembrar deles (Porque fui amaldiçoada com uma boa memória para sofrimentos) será como uma lição: Não abaixar a cabeça e me magoar para não ferir os outros.

 

Acompanhe o blog também nas redes sociais:  Facebook InstagramTwitter

Página 40 de 42«1 ...36373839404142››
 
ir ao topo