12 de dez 2017

Houve um tempo em que eu me engajava em discussões na internet, debatia fervorosamente sobre assuntos que pareciam relevantes o bastante. Essa época me ensinou muita coisa, sobre os temas debatidos, as pessoas, na internet e fora dela e sobre mim.

Hoje em dia eu não suporto entrar na rede social em que isso se passava, porque sempre que encontro um debate desses quero sair correndo, minha paciência, assim como a de pessoas que me ensinaram muito lá atrás, acabou. É uma pena, mas enfim, entrei nesse assunto porque uma das coisas pela qual eu levantava minha bandeira e voz, era quando pessoas falavam sobre talento. A ideia de que talento artístico já vem com a pessoa quando ela nasce é extremamente ofensiva, remove qualquer mérito por esforço e aprendizado do indivíduo.

Eu amo contos de fadas, histórias de super heróis, mas infelizmente eles não são reais. Sei que para pessoas religiosas se considera uma benção uma predileção divina para determinada coisa, consigo entender muitos lados, mas culpar o talento ou a falta dele é perder oportunidades na vida.

Tentar algo uma, duas vezes, falhar e nunca mais tentar novamente, assumindo que você não teve o privilégio de nascer com esse dom é arrumar uma desculpa para não se dedicar a algo, pura e simplesmente. Portanto se você escolher se lamentar por algo, repetidamente, verifique se não depende unica e exclusivamente de você.

Esse conselho não é só para vocês, porque sei que apesar de estar deixando 2017 muito menos reclamona do que comecei, ainda caio no erro. Em um episódio da segunda temporada de Rick&Morty ocorre o seguinte diálogo:

Morty: Rick você é realmente um músico?

Rick: Quem não é um músico Morty?

Morty: Eu

Rick: É, Não com essa atitude.

O “Não com essa atitude” resume tantas situações da vida que aderi, estou usando com vários amigos, experimentem!

Kimono: Brechó Short: C&A Blusa: Loja Renner Oxford: Via Uno

 

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16 de set 2017

Vocês já pensaram tanta coisa ao mesmo tempo que não conseguem focar em uma coisa só?

É como estar perdido num mar agitado de palavras em que cada nova onda te tira o folego. Você tenta submergir, mas toda vez que sua cabeça rompe a superfície, uma nova onda vem e te puxa para baixo.

Essa é a principal sensação que tenho hoje em dia ao escrever para o blog e também para ler um livro. Tudo ficou muito difícil de repente. Escrever costumava ser como falar, as ideias fluiam, sem peso, mas conforme eu fui me preocupando mais com responsabilidades e fazendo coisas por obrigação (coisa que eu nunca gostei, porque essa obrigação limita criatividade) fui me apagando, ganhando formalidade e quando isso acontece é muito difícil voltar a se sentir confortável.
Isso é muito conflitante, sinto saudades e vontade de escrever, porém quando tento a ansiedade me ganha. Tanto para voltar ao blog quanto para voltar a usá-lo como diário.

E agora só consigo pensar que chega de justificativas, mas que ao mesmo tempo preciso desabafar essas coisas. Enfim, algumas semanas são mais emotivas que outras.

Essas fotos foram tiradas no Horto pelo Lucas Silvestre e o vestido é da loja Ade India, comprei quando fui ao Embu das Artes e me sinto a própria capitu com ele. <3

 

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08 de set 2017

Ainda lembram do primeiro post de lugares para fotografar em São Paulo? Se não clique na frase antes e depois volte aqui.

Finalmente temos a segunda parte e com certeza no futuro teremos mais, porque ainda tem muitos lugares não fui. Nas minhas andanças em ensaios, fotos de looks e busca desesperada por pontos turísticos para conhecer, esbarrei em alguns lugares legais de fotografar, não tão óbvios e talvez perfeitos para o que você procura.

Pensei em fazer uma escala de segurança em faquinhas, hahaha, mas acho que acabei ficando mais vida loka e não sei medir a periculosidade dos lugares mais, porém, CUIDADO!

Adianto que algumas fotos do post são de celular, porque ou no dia eu estava com uma lente muito fechada para o lugar ou fotografei apenas pessoas. No caso do Mirante, esqueci mesmo de fotografar quando passei por lá e ainda não consegui visitar o edifício Itália.

Ruas da Vila Madalena

Além do Beco do Batman, a Vila Madalena tem várias ruas com grafites e paredes coloridas, além de outras bem simpáticas com portões bem bonitos, então categorizei como um lugar não óbvio porém com ótimas opções. Na escala de perigo, tome cuidado como em qualquer outro lugar.

Horto Florestal

Visitei o Horto brevemente e já quero voltar, acostumada com os parques de SP, fiquei impressionada com as árvores gigantes, vi várias possibilidades para fotos e pelo jeito outros fotógrafos concordam, vi pelo menos dois ensaios durante minha passada por lá.

Centro Cultural Vergueiro – CCSP

Como outro lugar não óbvio, o parte de cima do CCSP lembra uma galeria por dentro e tem uma iluminação ótima. O terraço tem uma vista super ampla dos prédios, porém, por ser aberto, muita luz, então se for fotografar lá, se prepare para lidar com isso (Sim, luz demais também estraga).

 

MAC

Apesar de ter o mesmo probleminha de luz demais (sem um óculos de sol lá em cima, mal dá pra enxergar nada), o mezanino do MAC tem uma vista incrível, leve uma lente de ângulo maior e suba até o último andar. Recentemente parece que abriu um café por lá, a entrada no museu é gratuita, mas pergunte, vai que está rolando alguma exposição paga.

Edifício Italia

Foto por Jacqueline Leite

No Edifício Itália não tive oportunidade de visitar ainda, apesar da vista incrível os 30 reais de taxa para subir no prédio e o vidro que cerca a vista me desanimam, porém, dá pra ver o Copan de perto lá de cima e tem um restaurante também.

Eu ia incluir o Copan, mas como o alugar um quarto por lá ainda é bem caro (uns 400 reais o fds pelo que amigos me disseram) e esses posts aqui seguem a tendencia do mais barato possível/de graça, achei inviável.

Casa das Rosas

Foto por Jacqueline Leite

Com um jardinzinho muito charmoso e um ar vintage, a Casa das Rosas dá uma vontade louca de fotografar. Porém, só é permitido fotografia não comercial dentro da casa, fotos do ambiente (Me disseram quando entrei com uma amiga e minha câmera e ainda me seguiram um pouco pra ver se ia obedecer). No jardim pode fotografar pessoas mais tranquilamente, mas por lá recomendo que saquem seus celulares.

Parque do Carmo

O Parque do Carmo é procurado pelo Bosque lindo de cerejeiras, porém, seu potencial é muito maior, alguns caminhos (como esse da foto acima), lagos e o por do sol que podemos aproveitar infinitamente (melhor golden hour que já peguei) por trás das sakuras, fazem a distância valer a pena. Sempre vi ensaios por lá, então acredito que seja liberado.

Oscar Freire

Como uma rua muito bonita (com vários grafites, paredes com texturas, arvorezinhas, etc) e bem policiada, a Oscar é um lugar não óbvio ideal, dependendo do seu objetivo.

Mirante 9 de julho

Reprodução: Oppa

Passei tão rápido pelo Mirante quando fui que esqueci de fotografar, mas também recomendo uma lente de ângulo maior e que você visite o café que tem lá dentro. Alias, vou fazer um post sobre cafeterias simpáticas, que parecem ser um patrimônio da cidade também, mas já adianto os Starbucks da Alameda Santos e Haddock Lobo como lugares legais pra fazer umas fotos.

É isso, espero que tenham gostado e se tiverem alguma sugestão de lugar que não citei, pode deixar nos comentários, beeijo.

 

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