30 de out 2017

Primeiramente, esse post contém spoiler, recomendo que só o leia se já terminou as duas temporadas.

Venho com muito gosto fazer esse post, citei Stranger Things ano passado, sugeri em vídeo no canal e em um post aqui no blog mas acabei não fazendo um post muito detalhado. A primeira temporada nos entrega não só os personagens e suas personalidades, como uma outra época e uma dimensão alternativa, cheia de perigos. Agora na segunda nós podemos observar as personagens crescendo, conhecer novas personagens e descobrir que há muito mais perigos no Upside down do que o Demogorgon.

O que mudou de lá pra cá no nosso mundo

Várias séries com dimensões alternativas nasceram ou ganharam força, como: Rick & Morty, The OA (que tem um vácuo muito semelhante ao que a Eleven visita). O hipe da série foi incrível e ainda admiro o potencial da mesma para unir pessoas de diversas idades e interesses, por ser uma série family frindly de suspense com tantos elementos anos 80, com adultos, adolescentes e crianças no elenco principal. Mais uma coisa que venho percebendo, não só com Stranger Things mas com muitas das séries que acompanho ao longo dos anos, o grau de referencias de fora incluídas nos roteiros está cada vez maior, imagino que devido a internet, antes havia a preocupação que os espectadores não entendessem, hoje todos tem consciência de que se houver interesse é possível pegar o celular, pesquisar e descobrir do que se trata.

Uma série ou um filme longo?

A confusão da minha mãe, que não está muito acostumada a ver séries me fez levantar esse questionamento, por causa do Netflix (ou até mesmo antes dele, para os viciados em série como eu) as séries começaram a ser vistas em maratonas, portanto Stranger Things é um filme de 9 horas, hahaha, com episódios entre 42 e 55 minutos.

Não são episódios curtos como séries de comédia que geralmente param lá pelos 20 minutos, mas você permanece tão absorvido pela série que de repente tá escuro lá fora e você não sabe para onde as horas do seu dia foram.

A segunda temporada

A primeira temporada acabou com a Eleven salvando o dia, supostamente matando uma galera que era do laboratório de Hawkins e o demogorgon pra ajudar os amigos, porém sumindo depois. Alguns pensaram que ela estivesse morta, tanto na série quanto fora, mas muitas teorias se criaram, para mim ela ainda estava no Upside down e pelo que descobrimos a segunda temporada, passou pouquíssimo tempo lá, AINDA BEM, imagina que horrível. Falando em tempo, logo percebemos que certo tempo se passou, os cabelos cresceram e as crianças também, houve um salto de um ano, o que achei ótimo, assim parece que estamos acompanhando a história em tempo real. Porém, vi uma notícia falando que talvez a próxima temporada só saia em 2019 e estou preocupada.

Os primeiros episódios alternam entre o que está acontecendo em tempo real e flashbacks que mostram o que aconteceu durante esse ano.

A Eleven A.K.A. Jane, estava realmente com o Hooper, escondida num cabana durante uns 10 meses (o resto do tempo ela passou na floresta se escondendo), porque o pessoal do governo ainda estava atrás dela. Um laço acabou se formando e amei essa relação pai e filha que ambos precisavam, já que perderam seus respectivos. Não poder usar os poderes ou sair de casa me lembrou muito a Elsa de Frozen, depois de tanto confinamento e repressão, os temperamentos colidem e a convivência se torna insuportável visto que cada uma das partes quer uma coisa.

Dois triângulos amorosos

No grupo, Mike tendo perdido a Eleven está muito mais quieto e tem um papel muito menos ativo, o que faz parecer que Dustin e Lucas tiveram maiores chances de brilhar, principalmente porque uma nova personagem entra em cena, Max chegou pra representar as garotas nerds do mundo e por algum clichê ela é ruíva, não sei dizer se ela foi escrita para ser ruiva ou se a atriz se destacou, mas tem esse negócio entre nerds e ruivas que só me faz pensar que parece escrito/fantasiado por algum cara.

A partir dai se forma um triangulo amoroso entre Lucas/Dustin/Max, o que, se for pensar bem, é absurdo, porque da parte dela nada disso existiu, eram dois amigos interessados pela mesma menina, isso tem que ser desconstruído assim como friendzone foi. Como Lucas passa muito mais tempo com ela, conta a verdade, leva ela pras “aventuras” ao invés de excluir, Max acaba desenvolvendo sentimentos por ele e não por Dustin, que estava mais preocupado com Dart o baby Demodog que estava criando com esperança de impressioná-la.

O verdadeiro triangulo para mim aconteceu entre Steve/Nancy/Jonathan, já que a temporada anterior acabou com Steve e Nancy juntos e nos deixou sem entender nada. Pelo menos eu não consegui entender como Nancy continuou com Steve quando claramente sentia algo por Jonathan, mas sou muito grata que tenha feito, porque as cenas que antecedem e o depois dos dois ficarem juntos foram a coisa mais hilária dessa temporada, socorro! Vamos rever:

Possessão

Como grande amante de filmes de terror preciso confessar que amei o Will possuído, o ator confessou que pesquisou bastante sobre possessão pra fazer as cenas do Will tomado pelo Mind Flayer (Devorador de mentes) e apesar de ser o mais quieto do grupo, não só na série como na vida real, o menino deu um show de atuação, só consigo imaginar o quão exausto ele ficou após cada cena surtando. E o que foi o plotwist dele mandando os soldados pra morte? Eu realmente não esperava.

Haverão outras crianças super poderosas?

O fato da Eleven ter encontrado a 008 (Kali) já abre o precedente de que podem existir outras crianças testadas ainda vivas, no mínimo mais 9. Entendi que a primeira cena da série foi com ela porque encaixar em outro momento seria muito difícil ou muito rápido pro papel que ela vai ter no futuro, ou não faria sentido colocá-la logo no início pra aparecer mais pra frente em apenas um episódio. E só queria comentar, que bicha ruim manipuladora! Mas ok, ela aprendeu com a vida, porém isso já demonstra que por seus valores serem outros, não é de confiança.

Bitchin

Nessa temporada os poderes da Eleven surpreenderam, desde o momento em que ela começa a espionar as pessoas com o poder da mente até depois quando faz a Jean Grey e além de usar a telecinese para atrair coisas imensas e derrotar o Mind Flayer, começa a flutuar, WHAAAAAT.

Algumas referencias (poucas e talvez nem planejadas)

  • A trilha sonora dessa temporada foi melhor para mim do que a da primeira. Só tenho a aplaudir. Muitas vezes as músicas fazem referencias aos personagens ou que eles estão vivendo na temporada. Uma delas, que pelo jeito nem foi a intenção dos criadores foi “Every breath you take” ter tocado no baile e ser praticamente um hino aos stalkers, justamente o apelido que Max dá para Lucas e Dustin.
  • Em ambas as temporadas D&D foi usado como referencia pelos personagens para compreender o Upside down, dessa vez o jogo Dig dug também fez alusão a mesma desde o primeiro episódio, com os túneis e etc. Assim como Dragon’s Liar, onde a princesa que aparecia para ser salva fazia referencia a Max.
  • As casas são marcadas com os candidatos que cada família apoia nas eleições do ano, o que faz com que saibamos qual o perfil daquela família (mais conservadora ou liberal por exemplo).
  • O sobrenome do Bob, Newbey faz referencia a New bee que pros gamers é um jogador novato ou Noob um jogador ruim.
  • Toda a temporada é cercada por quebra-cabeças, não só nas “missões” que cada personagem passa tentando solucionar situações específicas como literais; Os que Bob trás para Will e que Eleven monta na cabana.
  • Podemos lembrar de Harry Potter com Will cuspindo a lesma no final da primeira temporada e Lucas e Max dando as mãos em um momento em que ambos estavam com medo. Além do que Gaten Matarazzo (o Dustin) contou como eles se separaram por casas de Hogwarts: Dustin – Lufa Lufa, Will – Corvinal, Lucas – Grifinória e Mike – Sonserina.
  • Até os novos atores são referências de filmes como Sean Astin (Sam Wise de Senhor do Anéis e Goonies) e Paul Reiser (Aliens e Diner).

Beyond Stranger Things

SIM, a Netflix teve a preocupação de fazer uma temporada só de comentários com os criadores e atores, são 7 episódios de 25 minutos.

Algumas séries, como The Walking Dead costumam ter esse tipo de reunião para comentar o episódio (Talking Dead) depois de cada um, porém como Stranger Things sai toda ao mesmo tempo no Netflix, essa foi a melhor solução. Adorei, realmente deu até mais vontade de comentar a série depois. Nem todo mundo vai assistir, acho que só quem for muito fã mesmo, mas tá valendo.

Uma das coisas que achei engraçado foi perceber o potencial de resinificação, a forma com que cada pessoa entende uma cena que as vezes nem foi pensada pelos criadores. Como por exemplo nós imaginarmos que o Bob poderia ser mal ou um espião e nunca foi a intenção deles. Assistindo eu me senti no lugar das crianças, os atores, porque muitas coisas que os irmãos Duffer contaram, elas não sabiam.

Bom gente, é isso, espero que tenham gostado do post, se quiserem comentar algo que não citei, estou aqui lendo tudo, beeijo.

 

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23 de out 2017

Está chegando a data comemorativa mais legal do ano (pelo menos para mim): O HALLOWEEN, yaaaaay!

Comecei a assistir algumas séries e vocês sabem que não sei assistir um episódio por vez, se não for pra maratonar eu nem abro o Netflix, hahaha. Separei algumas série terror/suspense para vocês conhecerem, todas do Netflix para facilitar, espero que gostem e se já assistiram alguma dessas, comenta aqui no post para conversarmos a respeito.

Mind Hunter

Essa série me lembrou imediatamente Stranger Things, a caracterização de tudo para realmente parecer os anos 70 foi incrível.

A série é baseada no livro de mesmo nome, conta a história de dois agentes do FBI que entrevistaram serial killers durante o processo desenvolvido ao longo dos anos para solucionar assassinatos em série. Muitos casos que aparecem são reais, assim como os dois agentes e os assassinos em série (são interpretados por atores, porém, existiram na vida real).

Scream

Já falei de Scream aqui no blog, mas voltei porque eles lançaram um episódio especial de halloween super longo e vale a pena assistir.

Slasher

A pior série que já vi na vida, muito provavelmente (minha opinião, claro). Ela é canadense e lembra bastante Scream, porém muito mais trash, tripas e sangue jorrando, os personagens são bem burrinhos e o roteiro bem óbvio e clichê. Quem gosta desse estilo vai amar.

Assim como American Horror Stories, cada temporada tem uma história individual, muitos dos atores são os mesmos.

The mist

Baseado no conto de mesmo nome, escrito por Stephen King, a série se passa na cidade de Bridgton que é envolvida por um nevoeiro que esconde algum tipo de monstro atacando qualquer um que estiver nele. A maior parte da série mostra os conflitos dos moradores da cidade durante o certo da neblina. Seguindo um terror mais psicológico WTF que só Stephen King consegue inventar, tem quem ache a série parada, mas é questão de gosto mesmo.

Há um filme ‘O nevoeiro’, também muito bom, recomendo.

Lucifer

Lucifer, apesar de carregar o nome do demônio, não é tão pesada quanto parece. Ele, o Lucifer no caso está dando um tempo na terra porque cansou da vida de malvadão e quer aproveitar dos prazeres disponíveis entre os humanos, saber dos desejos mais profundos de nossas almas, esse tipo de coisa.

 

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30 de ago 2017

Um série incrível que todos deviam conhecer: Happy Valley. Achei no Netflix e comecei a assistir sem pretensões, sem indicações, pura sorte.

Happy Valley é uma série britânica de drama criminal, ou seja, uma série policial com choradeira, hahaha. Ela começa no ponto em que Catherine, que trabalha para a polícia e mora com sua irmã desde que se divorciou do marido, cria seu neto, Ryan, fruto de um estupro que sua filha adolescente sofreu. Becky (A filha), cometeu suicídio após o nascimento do filho e o homem responsável acaba de ser solto após cumprir sua pena.

A relação de identificação com Catherine Cawood é automática, porque a mesma não poupa sentimentos, da mesma forma que ela corre pra porradaria, chora quando precisa. De certa forma de fez pensar como outros personagens femininos de séries foram trabalhados de forma rasa, seguindo apenas uma vertente, ou durona, emotiva, sensível, dramática, quando na realidade todas as mulheres tem muitas versões de si.

A série não subestima a inteligência do espectador

A cenas acontecem de forma que nós surpreendemos de acordo com os acontecimentos, não são muitas as cenas em que conseguimos prever o que vai acontecer antes dos personagens. A construção do roteiro é muito inteligente. Ainda que haja momentos de violência, sabemos que outros aconteceram na história e foram ocultados, imagino até como uma forma de não atrapalhar o desenvolvimento dos personagens futuramente.Sabe as vezes que você estava assistindo um filme e ficou indignado com os personagens “Mas porque ela não foi pelo outro lado”? Você não vê esse problema aqui.

Mulheres reais
A  personagem principal é uma mulher beirando a terceira idade, sexualmente ativa, que trabalha fora, avó e fora da linha “bela recatada e do lar”. A maioria das personagens são mulheres e incríveis, chegou a ser patético como os homens pareciam fracos perto delas, uma vez que a série não tenha seguido a linha machista.

Se ainda não foi o bastante:

  • Inglês britânico é muito legal
  • Dirigida por uma mulher
  • Passa no teste Bechdel (O teste questiona se a obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem) fácil e sem esforço.
  • São duas temporadas com 6 episódios cada, está no Netflix e você não tem desculpas para não ver.
  • Se você já assistiu The Fall e gostou, provavelmente vai amar, caso não, assista em seguida, porque também é incrível.
  • Pros fãs de Harry Potter ainda temos duas participações de atores na segunda temporada, quando assisti não sabia, então imaginem o meu susto ao ver Neville (Matthew Lewis) e Murta que geme (Shirley Henderson), hahaha.

 

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