06 de ago 2015

Um problema recorrente entre ilustradores, designers e fotografos é encontrar seus trabalhos por ai, por vezes alterados, com assinaturas removidas e disponibilizados por terceiros.

Não serei hipócrita, um dia já fiz isso, anos atrás, na minha época de tumblr, eu pegava chibis do deviantart e utilizava. Na época eu não sabia que não podia fazer isso, na época eu nem ilustrava ainda e outra, todo mundo também fazia, então dava-lhes a mão e pulávamos juntos da ponte.

Penso que a internet evoluiu bastante de 2009 para cá e que temos muito mais informação que antes, mas algumas pessoas, muitas pessoas, ainda cometem o mesmo erro, algumas por serem novatas nesse mundo internético cheio de possibilidades, outras propositalmente.

Portanto resolvi eliminar as desculpas da galera com esse post, para ninguém poder dizer que o toque de inocência das fadas estava sobre seus olhos.

Descubra de onde veio

Como saber se aquela imagem pertence a outra pessoa ou se alguém está usando algo seu sem permissão?
Acesse o Google imagens e clique na câmera para selecionar a imagem do seu computador e compará-la com outras da internet.
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Clique com o botão direito e selecione ‘pesquisar imagem no Google’. Lembrando que a imagem precisa ter fundo para funcionar direito, então como em png o fundo fica preto, não funcionará corretamente (dê um print ou coloque um fundo na imagem antes de pesquisar).
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Remover os créditos é errado?

Bom, acho que a resposta é óbvia, ninguém gosta de ser descreditado de seu trabalho. Não é porque o trabalho foi pago que quem produziu perde o direito sobre ele e muito menos quando a imagem
é “free”.
A ilustração abaixo é um exemplo, ela foi produzida pela Akeno para ser disponibilizada free e recentemente foi encontrada por ai sem os créditos devidos e sendo distribuída por outra pessoa.

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Dica: Creditar o site em que pegou e não o autor do trabalho também não é certo. Não foi o we♥it que tirou aquela foto linda que você pegou, nem o Pinterest, lembre-se.

Como visualizar apenas as imagens “free” no Google

No Google imagens selecione Ferramentas de pesquisa> Direitos de uso e marque a opção mais adequada para o que deseja fazer.
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Imagens acessíveis

Alguns sites disponibilizam imagens para baixar gratuitamente ou por preços super acessíveis:
Recomendo o Freepik pela variedade e quantidade de materiais bonitos, disponibilizados gratuitamente.
O Creative Market tem valores acessíveis a pacotes de ilustrações, ícones e etc, mesmo cobrando em dolar.
No Pinterest há muitos links nas fotos, redirecionando a conteúdos free, é só saber o que procurar.

Dica: Quando você pegar um cabeçalho free em algum blog, verifique se essa ilustração não pertence a algum artista e está sendo disponibilizada sem autorização.

Vocês sabem que eu prefiro tirar minhas próprias fotos para os posts do blog, mas para quem nem sempre pode,lá vai:

Encontrei no blog do Bruno Avila uma lista gigante de sites que disponibilizam imagens free: clique.

Ilustradores, designers e fotógrafos, por favor deixem seus links aqui nos comentários, para que eu faça uma lista nesse post e possa divulgar o trabalho de vocês a quem estiver interessado em investir e encomendar exclusivamente (o programa que eu estava usando anteriormente faiô)

Ilustradores:
Carla Nascimento
Kakau Carvalho
Renata Montenegro (Vitrola)

Gostaria apenas de fazer um adendo.
Eu continuo odiando alguns costumes que a galera da internet andou desenvolvendo, de querer tudo de mão beijada, de ter preguiça de procurar pelas coisas que querem. A internet tem muita coisa boa, gratuita e paga, muita gente que trabalha bem e merece reconhecimento por isso e muito com o que aprender, portanto, pip pip!

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02 de ago 2015

interrog
Há vários posts pela internet com o ponto de vista técnico Blogspot x WordPress, neles vocês podem conferir as funcionalidades de cada um e por vezes coisas que vocês podem nunca nem precisar na vida. Vou dar as minhas impressões das redes, pois passei por cada uma delas e como foi trabalhar com cada uma. E esse é o segundo ‘Quero ter um blog, e agora?’

No começo eu tinha Tumblr, uns 4 ou 5 na verdade, e era super divertido, reblogar enlouquecidamente, editar as fotos de artistas e postar, fora os textos super emotivos, que afinal não tinha problema em postar, porque era um ninguém é de ninguém inacreditável e tudo era reblogado, quase ninguém presta atenção de onde veio o que.
Foi lá que eu comecei a fuçar os themes e entender um pouquinho de html, trocando as imagens e posição das coisinhas nos themes free, que depois descobri, que eram compartilhados por blogueiras migas de hoje (Bruna, Simone, Aninha, etc <3)

Larguei o Tumblr e só depois de alguns anos criei o blog no Blogspot, eu lembrava pouca coisa da época nos meus primeiros blogs – onde eu falava sozinha a maior parte do tempo, mas foi super fácil me encontrar ali.
Ter Blogspot é como morar com os pais depois de adulto, você trabalha, estuda e ajuda com uma coisa aqui e outra ali, na no fundo eles ainda administram a casa. Quando você parte para o WordPress, logo de cara você tem aquele baque: OMG, eu tenho que fazer tudo sozinha, mas como? E depois com o tempo você se acostuma a ser “adultinho”.

Blogspot


Considero a plataforma mais fácil e acessível. O que eu mais gostava era essa liberdade de poder trocar o tema quando quisesse, pois você pode editá-lo livremente, sem nenhum custo, ainda que nem tudo possa ser feito, em termos de codificação.
Meu incomodo era a parte das coisas que eu não conseguia fazer com meu layout no blogger (ex: formulário de contato/ formulário de comentários, divisão das categorias, etc), não ter o domínio .com e as pessoas dizendo que WordPress é mais profissional.

Pois bem, comprei o domínio e continuei dando jeitinhos no meu layout, na época eu não encontrava ninguém que fizesse só a codificação do meu blog, porque eu já tinha modelos de layout na cabeça, só não sabia executar. Foi nessa época que teve todo aquele rolo do “golpe” que eu contei aqui pelo blog uma época e que não vem ao caso do momento – não quero ficar lembrando das desgraças.

Quando finalmente a Ana encontrou na minha vida para salvar a pátria e fomos pro WordPress.

Pontos negativos
– Uma coisa que não concordo no blogger é o sistema de contagem de views, todo errado que nos ilude, por favor, usem o Analytics, clique nesse post para saber mais.
– As imagens geralmente perdem a qualidade no blogger, hospede no Flickr e use o link para colocá-las nos posts.

WordPress


Logo que cheguei no WordPress, fiquei perdida. Hoje não consigo entender o porque, ele é bem intuitivo, tudo que você precisa esta a disposição. Claro que nesse caso estou falando dele instalado no servidor, já não tenho mais o ponto de vista dele gratuito. O que mais me incomoda é não poder interagir com o layout diretamente na plataforma, quando quero trocar algo, tenho que ir no cpanel ou pedir ajuda da Ana.
Os plugins que tanto falam que vão fazer diferença na nossa vida e que não vamos mais ter problema com nada, não são bem assim. Eles deixam o blog bem mais pesado e a dica é tentar fazer o máximo possível sem utilizá-los.
Uma coisa que gostei bastante foi poder separar os usuários por perfil, os colaboradores do blog, cada um tem seu login, senha e sua área de postagem, sem invadir o do coleguinha (dá pra fazer isso no blogger? eu acho que não, mas não confirmei).
De dividir os ícones de categorias e poder personalizar cada página de uma forma, são muitas possibilidades. Realmente foi onde pude ter tudo do jeitinho que eu queria e me senti livre para trabalhar.

Como fiz a transferência de todos os posts, comentários e fotos do Blogspot para o WordPress?

Bom, eu já havia testado 3 vezes e errado, então na vez final acabou de não deu tão errado quanto poderia.

Alguns pontos para ficar atento ao tentar exportar conteúdo:
– Para começar, você precisa se conscientizar que o sistema de tags/categorias dos dois sites é diferente, então muito provavelmente, se você adora pro tags nos posts, vai dar trabalho para reduzi-las e adicionar novas nos posts pelo WordPress.
– Segundo ponto, por favor se certifique antes da transferência que o tema que esta atualmente no seu blog não está programado para imagens pequenas, pois isso pode ferrar todas as imagens do seu blog e você ter que exportar tuudo de novo (procure nas configurações do wordpress e altere antes de começar).
– Terceiro, em algumas das vezes que fiz a exportação, meus posts vieram sem os links (não sei o que houve, mas na última vez deu certo sozinho – boa sorte!)
– Quarta coisa, muito provavelmente os espaços entre imagens e textos vão sumir, vai ficar tudo grudado e você vai ter que arrumar tudo manualmente (sim, passei por isso chorand sangue, mas arrumei tudo em dois dias, hahaha)
– Os comentários dos posts vão normalmente, os das páginas, como por exemplo ‘sobre’ e ‘blog’ não vão (não sei quando ao disqus e facebook, não usava na época).

Eu não mudaria o modo como fiz as coisas, se quer minha opinião, a melhor plataforma para começar é o Blogspot, você aprende muito com ele e com esforço e pesquisa, além da interação com outros blogs. Hoje há bem mais pessoas que vendem layouts e grupos para tirar dúvidas no Facebook do que antes. Fora que é gratuito, não cai (bom, quase nunca), não dá dor de cabeça. Eu voltaria? Bom, não, pois já investi muito no meu blog no WordPress e me acostumei com como as coisas são. Confesso que realmente me sinto mais profissional do que na época do blogger, mas isso se deve mais a dedicação do que a própria plataforma, apesar de ter ajudado muito na minha organização e comprometimento. Algumas pessoas começam no wordpress e continuam lá pra sempre, outras mudam pro blogger, outras começam e nunca saem do blogger, fique onde se sentir mais confortável, onde você achar que está atendendo suas necessidades atuais e seja feliz.

Quais são os passos para mudar?

  • Arrume um layout legal: Se você tiver um designer responsável, que te ajude a se perder menos, melhor – Recomendo a Aninha, que é meu anjo da guarda blogueiro. Recomendo fazer isso primeiro porque além da ajudinha do designer, tem o tempo de produção de tudo.
  • Compre um domínio (geralmente é anual) – Recomendo Registrobr, comprei de um totalmente aleatório e me ferrei (nunca contratem Advencehost).
  • Contrate uma hospedagem – A minha atual é a Prelude, acho ótima (já caiu algumas vezes, mas sempre correm atrás e respondem logo)
  • Instale o WordPress
  • Exporte o conteúdo de um blog para o outro.
  • Feche o blog anterior.
  • Conserte o que der errado.

Seja feliz! Pelo menos foi o que fiz. :D
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27 de jul 2015

queroterumblog1 Muita gente vem fazer orçamento de ilustração comigo e pede minha opinião para uma série de coisas relacionadas a blogs, principalmente os iniciantes. Alguns em dúvida de qual nome colocar no blog/canal, outros mostram os futuros layouts e pedem dicas, indicações de onde comprar domínio, hospedagem e layouts mais em conta, entre outras coisas. Há muitos posts como esse na internet, motivo pelo qual relutei em postar – esse estava salvo aqui a meses – Foi por isso que eu decidi começar essa série de posts, que vai se chamar “Quero ter um blog, e agora?“. Não chega a ser um guia oficial para nada, eu mesma sou perdida, mas espero ajudá-los um pouco. Nesse primeiro post vou falar sobre nomes! O que o nome precisa ser: Fácil de lembrar e falar! Imagina que chato você querer acessar aquele blog que você adorou e não conseguir se lembrar do nome.

Como ter ideias para nomes:

A primeira coisa que você tem que pensar é sobre o que vai ser o seu blog. Um diário pessoal, moda, livros, fotografia, quais assuntos serão tratados no mesmo, mesmo que nem tudo esteja escolhido ainda.

Em seguida pense na sua personalidade, seus gostos, sentimentos, ideais, o jeito que se expressa e se comporta. Pense em como você leva a sua vida, no que você e seus amigos pensam sobre você.

Tem que pensar também a longo prazo, você não sabe o que o seu blog pode virar futuramente, então já se prepare.

Pensando em tudo isso, você vai escrever uma lista (Campo Associativo), começando por uma palavra que você goste e adicionando palavras associadas na ordem que você for lembrando e no final marcar as melhores para usar em uma frase ou no nome. Exemplo: Blog blogueira look do dia moda roupas sapatos marcas resenha livros marca páginas

Você pode usar também uma expressão, por exemplo “E ai, beleza?”, que tem o plus de ser extremamente memorizável.

Quando você já tiver uma lista de nomes possíveis, vá testando para saber se eles já existem e como a url vai ficar. Não basta olhar no wordpress ou no blogspot, jogue no google mesmo. Exemplo: Você escreveu o nome Luba Leia para o seu blog, que gera uma certa cacofonia e na url forma outra palavra. www.lubaleia.com

Vale lembrar que acentos e cedilhas não aparecem na url (coisa que eu ignorei ao criar meu blog, por motivos de, gostei do nome, dane-se).

Outro toque importante: Tentem não fazer o nome muito semelhante ao de blogs já existentes.

– Mas Carla hoje em dia tem muito blog;

– Nada se cria, tudo se copia;

– Não significa que a pessoa copiou.

Gente, as vezes é muito na cara, todo mundo percebe e isso não pega muito bem para a imagem do blog, se estou falando não é por mal. Bom, é isso, espero que tenha ajudado. Se você já criou seu blog, me conte como foi o processo de escolha do nome. <3

 

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