15 de set 2014

Aee, finalmente o primeiro vídeo do blog! Não reparem a bagunça, primeiro vídeo é assim mesmo.

Alice no País das Maravilhas
Autor: Lewis Carrol
Ilustrador: Zdenko Basic & Manuel Sumberac
ISBN: 9788538007531
Número de páginas 28

Branca de Neve
Adaptado por: Stella Gurney
Ilustrador: Zdenko Basic
ISBN: 9788538035985
Número de páginas 24
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Não postei o vídeo antes por motivos de ‘Deus não quis’. Foi um inferno, sempre dava alguma coisa errada, deixei o notebook ligado praticamente a semana inteira renderizando e subindo pro youtube, enfim, consegui. E agora essa obra de arte (sqn) está no ar e vocês podem assistir o vídeo mais envergonhado do mundo! Eu tinha pensado no que dizer, porém na hora tudo foge, então houve momentos ‘cara de babaca e caretas’. Espero realmente melhorar nos próximos vídeos e que vocês tenham gostado, beijo [/texto de explicação e reclamação desnecessário].

 

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21 de abr 2014
Não sei vocês, mas a primeira coisa que eu pensei quando ouvi a história da princesa que beijava o sapo, quando era pequena foi: Éca! Porém, essa história nem sempre foi assim, na versão mais antiga do conto, o encanto foi quebrado depois que a princesa se encheu do sapo e o tacou na parede. Pois é, nem sempre as histórias que conhecemos como contos de fadas foram tão bonitinhas. Vamos conhecer algumas dessas histórias na versão bem mais sangrenta:
Chapeuzinho Vermelho: Em uma versão francesa, depois da parte em que o lobo conversa com a chapeuzinho na floresta, ele chega antes dela na casa da vovó e faz picadinho da velha. Quando chapeuzinho chega, ele já está disfarçado e oferece à ela a carne e o sangue da vovó. Depois de comer, ela atira sua roupa no fogo a pedido do lobo e deita-se ao seu lado. Então começa todo aquele jogo de “porque tal coisa é tão grande?”. Com muito mais conotação sexual do que a história inocente contada hoje.

Bela Adormecida: Assim como previsto na maldição, Talia cai em sono profundo depois que uma farpa entra sob sua unha. O pai dela sem saber o que fazer, vai embora e deixa a filha desacordada, largada sem proteção. Uma noite voltando de uma caçada, o rei passa pela casa e se encanta por Talia. Ao contrário da versão bonitinha, ele não a desperta com um beijo, pelo contrário, faz sexo com ela adormecida mesmo. O mais estranho: ela engravida de gêmeos, sabe-se lá como, eles nascem sozinhos. Um dia enquanto um deles chupa o dedo da mãe, a farpa sai e é assim que ela acorda. Um ano depois o rei volta, a encontra acordada e faz dela sua amante. WTF, é mais fácil de acreditar na história do beijo de amor verdadeiro do que nessa versão italiana do século 17.

Cinderela: Na versão do Giambattista Basile (o mesmo cara que escreveu essa versão acima) a Gata Borralheira era do mal, combinou com a governanta pra matar a madrastra. Um dia enquanto ela mexia num baú, Cinderela o fecha em sua cabeça. Na versão dos irmãos Grimm, quando o príncipe vem procurar a dona do sapatinho, a madrasta e as irmãs cortam dedos e pedaços dos pés para tentar calçá-lo e no final ainda morrem enquanto seus olhos são devorados por pombos.

Alice no País das Maravilhas: Se a versão “atual” de Alice já é muito louca, na versão de 1865 nem havia moral da história. O nome de Alice foi escolhido em homenagem a uma amiga do autor, na época uma criança, até hoje desconfia-se de pedofilia. Lewis inventou a história para contar à Alice e suas irmãs, que o convenceram a escrevê-la. Nós sabemos que existe também a lagarta azul doidona, fumando narguile no meio da história, e pelo menos eu já relacionava isso ao consumo de drogas. A droga mais utilizada na época em que o livro foi escrito era Ópio, legalizada para uso medicional. Além disso os cogumelos que fazem crescer e diminuir, podem ser comparados à cogumelos alucinógenos, ainda que não seja comprovado que o autor fizesse uso deles.

João e Maria: Não conseguindo alimentar toda a família, o pai se deixa convencer pela mulher a abandonar seus filhos na floresta. Porém eles descobrem, deixam pedras marcando o caminho e voltam para casa. Já na segunda tentativa do pai de abandoná-los, eles usam pão, que é comido pelos pássaros, encontram a casa da bruxa, que era feita de comida (sim, comida e não doces, como na versão que conhecemos). Ela planejava jantá-los, porém, Maria a empurra no calderão, matando-a, e ambos saqueiam a casa.

Esse post foi inspirado na edição ‘A origem sangrenta dos contos de fadas’ da revista Mundo Estranho. Sei que algumas das histórias chegam a ser bem chocantes, espero que tenham gostado. Aliás, gostaria de recomendar um livro que li recentemente: Branca dos mortos e os 7 zumbis.

Esse livro trás uma visão diferente dos contos de fadas que conhecemos, indico principalmente pra quem gosta de zumbis, bruxas e tem estômago forte.

 

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