30 de ago 2017

Um série incrível que todos deviam conhecer: Happy Valley. Achei no Netflix e comecei a assistir sem pretensões, sem indicações, pura sorte.

Happy Valley é uma série britânica de drama criminal, ou seja, uma série policial com choradeira, hahaha. Ela começa no ponto em que Catherine, que trabalha para a polícia e mora com sua irmã desde que se divorciou do marido, cria seu neto, Ryan, fruto de um estupro que sua filha adolescente sofreu. Becky (A filha), cometeu suicídio após o nascimento do filho e o homem responsável acaba de ser solto após cumprir sua pena.

A relação de identificação com Catherine Cawood é automática, porque a mesma não poupa sentimentos, da mesma forma que ela corre pra porradaria, chora quando precisa. De certa forma de fez pensar como outros personagens femininos de séries foram trabalhados de forma rasa, seguindo apenas uma vertente, ou durona, emotiva, sensível, dramática, quando na realidade todas as mulheres tem muitas versões de si.

A série não subestima a inteligência do espectador

A cenas acontecem de forma que nós surpreendemos de acordo com os acontecimentos, não são muitas as cenas em que conseguimos prever o que vai acontecer antes dos personagens. A construção do roteiro é muito inteligente. Ainda que haja momentos de violência, sabemos que outros aconteceram na história e foram ocultados, imagino até como uma forma de não atrapalhar o desenvolvimento dos personagens futuramente.Sabe as vezes que você estava assistindo um filme e ficou indignado com os personagens “Mas porque ela não foi pelo outro lado”? Você não vê esse problema aqui.

Mulheres reais
A  personagem principal é uma mulher beirando a terceira idade, sexualmente ativa, que trabalha fora, avó e fora da linha “bela recatada e do lar”. A maioria das personagens são mulheres e incríveis, chegou a ser patético como os homens pareciam fracos perto delas, uma vez que a série não tenha seguido a linha machista.

Se ainda não foi o bastante:

  • Inglês britânico é muito legal
  • Dirigida por uma mulher
  • Passa no teste Bechdel (O teste questiona se a obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem) fácil e sem esforço.
  • São duas temporadas com 6 episódios cada, está no Netflix e você não tem desculpas para não ver.
  • Se você já assistiu The Fall e gostou, provavelmente vai amar, caso não, assista em seguida, porque também é incrível.
  • Pros fãs de Harry Potter ainda temos duas participações de atores na segunda temporada, quando assisti não sabia, então imaginem o meu susto ao ver Neville (Matthew Lewis) e Murta que geme (Shirley Henderson), hahaha.

 

Acompanhe o blog também nas redes sociais:  Facebook InstagramTwitter

02 de ago 2017

Você já sentiu que está no meio de um espiral de mudanças em que seus pensamentos se transformam rápido demais, mais rápido do que você consegue acompanhar?
Eu já li que a cada sete anos nossas células morrem e se renovam, isso não é totalmente verdade porque elas tem prazos de validade diferentes, mas é praticamente como se fossemos outras pessoas e essa é a sensação que eu tenho em relação aos meus pensamentos hoje. Acreditei em várias coisas, tantas ideias que carreguei como verdades absolutas, na época da adolescência, onde nos sentimentos invencíveis e donos da verdade de tempos em tempos, quando aprendemos e sentimentos cada coisa como se fosse única e imutável. Me pergunto se eu encontrasse a Carla de anos atrás, o que eu diria realmente para ela, provavelmente não seriamos amigas.

Aqui voltamos para aquela carta para o meu antigo eu, que nunca fiz, porém li muitas versões de amigas. Algumas com palavras de consolo, outras com avisos, todas me passaram uma certa ansiedade, será que essas pessoas não assistiram Efeito Borboleta? Onde qualquer coisinha que você mudar pode explodir metade do seu mundo futuro. Você não gostaria de ser quem você é hoje? Você arriscaria quem você é, o que e quem você tem hoje, por uma chance de remover um sofrimento passado?

Leia mais

 

Acompanhe o blog também nas redes sociais:  Facebook InstagramTwitter

31 de jul 2017

Nem fui e já voltei. Vocês não souberam, não com todas as letras, porque as palavras que eu escrevi, de despedida, estão ocultas aqui do meu lado, em um rascunho. O Faltou Açúcar como blog, quase acabou.
Pensei seriamente em fechar o blog. Não totalmente, os posts já existentes continuariam aqui, porém, eu não postaria mais. Meu coração doeu, depois de tanto tempo dedicado, deixar cair no esquecimento assim parecia falta de consideração com meu amigo, meu diário virtual, então escolhi um nicho, mirei na moda e decidi que continuaria apenas com os looks.
Recentemente fui confrontada por uma seguidora sobre isso e tentei justificar, tentei dizer como era difícil, mas mesmo pra mim já parecia vazio.

Fui a uma palestra em que a Julia Petit contou um pouco sobre a trajetória de 10 anos do Petiscos e falou de forma apaixonada sobre como ela não largaria seu portal por outra plataforma, porque ali era território dela. E ela está tão certa.
Hoje (ontem), assisti esse vídeo da Bruna Vieira, onde ela descreve exatamente o que eu sentia, a mesma dificuldade na hora de escrever, a mesma pressão e ansiedade em relação a produção de conteúdo. Ela me fez perceber como me perdi, de onde minha dificuldade está saindo, o blog não se tornou difícil de repente, eu que me deixei atingir pelas necessidades que achei que o mercado tinha.

Mas o blog sempre foi mais do que isso, uma fuga, não só pra mim mas pros meus leitores. Preparem-se pro Faltou Açúcar de raiz, os posts vão voltar, ainda tenho muito assunto e amor pra tudo isso aqui. ♥

 

Acompanhe o blog também nas redes sociais:  Facebook InstagramTwitter

 
ir ao topo