31 de mar 2017

Fonte: Warner Music Brasil

IZA é a nova aposta da Warner Music e tem tudo para brilhar!  A carioca Isabela Lima, uma cantora negra, que canta o empoderamento feminino, tem 25 anos e é formada em Publicidade e Propaganda. Até trabalhou como editora de vídeo, mas viu que o seu talento era mesmo a música.

Vinda de uma família de músicos, aos 23 anos percebeu que a Publicidade não era a sua paixão. Numa entrevista para a Capricho, ela afirmou que no momento da dúvida, começou a se questionar: “O que eu faria até de graça?”, e para ela, era a música. Foi então que ela resolveu largar tudo e ir para o Youtube, gravar covers das músicas que ela realmente gostava. Até porque, ela cantava na igreja desde os seus 14 anos e não era bem o seu estilo. As inspirações da artista não deixam dúvidas de sua visibilidade de mercado e influência: indo de lendas como Lauryn Hill, Tina Turner, Diana Ross e Stevie Wonder até mesmo cantoras que fazem grande sucesso atualmente como Beyoncé, Rihanna e Tinashe.

Além da música, IZA busca propagar o empoderamento negro e feminino. Em entrevista à Billboard, IZA revelou, sobre seu álbum: “Quando eu era mais nova, não tinha nenhuma referência de jovem negra para me espelhar. Tenho uma preocupação grande de levantar essa bandeira e expressarei isso nas letras, nos vídeos, no figurino.”

Hoje, a cantora tem 162k seguidores no instagram (@iza), uma música na trilha sonora de “Rock Story”, o hit “Quem Sabe Sou Eu” e o seu videoclipe “Te Pegar”, tem nada mais nada menos que 1.171.800 visualizações no Youtube – números verificados até o fechamento deste post. E nesse fim de semana passado, ela cantou no Miss São Paulo 2017.

Confesso que eu conhecia muito pouco  ou quase nada sobre a IZA e hoje virei fã. Ela tem tudo para crescer, e merece MUITO reconhecimento. Você pode conhecer (se inscreve também!) o canal da IZA, onde você encontra covers de Beyoncé, Adele, Rihanna e muitos outros. Ah, e você também pode conhecer as duas músicas de trabalho dela, na playlist abaixo.

 

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27 de out 2015

Olá, pessoal!

Acredito que a maioria de vocês sabe, mas nesse final de semana foi o ENEM e as redes sociais foram ao delírio quando descobriram o tema desse ano: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira. A proposta incluía diversos textos com dados estatísticos sobre as ocorrências de violência contra a mulher na última década e pedia, como proposta, uma intervenção para isso. Esse ano o feminismo ganhou muita forma e força, o que gerou grandes conflitos não só entre homens e mulheres, mas entre nós, mulheres, também. Selecionei alguns filmes que retratam diversos tipos de violência com mulheres, mas cuidado que alguns deles têm spoilers.

Thelma e Louise

Para começar, não poderia deixar de citar Thelma e Louise, filme de 1991 com Geena Davis e Susan Sarandon nos papéis principais. As duas são amigas que decidem viajar e, durante a viagem, Thelma é quase violentada. O quase é porque Louise chegou a tempo e atira no cara antes de algo mais grave acontecer. As duas passam a ser procuradas pela polícia, mas mesmo assim, elas não se arrependem. Vou deixar uma fala da Thelma aqui e espero que vocês assistam a esse filme o mais rápido possível: “minha vida estaria muito mais arruinada que agora. Só que agora tô me divertindo.” (tradução livre)

Doce vingança

Doce Vingança, de 2010, é um filme de terror/suspense bem tenso. Uma escritora se isola em uma cabana a fim de escrever seu livro e várias pessoas da redondeza se aproveitam por ela estar sozinha. Ela passa por várias humilhações de vários aspectos e quase não escapa viva. Ao escapar, ela planeja a vingança de todos que participaram dos abusos cometidos. Não recomendo o filme para quem não gosta de assistir torturas (como eu), pois digamos que ela é bem criativa com as vinganças. Para quem se interesse, esse filme ainda tem mais duas continuações.

Ensaio sobre a Cegueira

A história vocês conhecem, não? Ensaio sobre a cegueira é o filme de 2008 baseado na obra de José Saramago e retrata uma cegueira imediata que atinge todo mundo, com exceção de uma mulher interpretada pela Julianne Moore. Como ação desesperada do governo, as pessoas foram afastadas e colocadas em quarentena, de forma que passam a viver institivamente, criando suas próprias regras de sobrevivência. O que poderia ser uma vantagem, acaba sendo um fardo para a mulher, pois ela presencia em silêncio todas as barbáries desse novo estilo de vida: o sem regras. As atrocidades são impulsionas principalmente por causa do personagem interpretado pelo Gael Garcia Bernal, que abusa das mulheres de todas as formas possíveis. O filme é um soco no estômago, mas necessário para entender os limites (ou a falta de) do ser humano.

Tess

Tess – Uma lição de vida também é um filme baseado em um romance, dessa vez de Thomas Hardy. O filme foi dirigido por Roman Polanski em 1979 e mostra a mudança na vida de Tess, filha de um trabalhador rural,  ao descobrir um parentesco de uma família nobre, os D’Urberville. Tess estão é enviada por sua família para visitar um primo, que a seduz e abusa dela. Eu não quero contar o final, então vou terminar por aqui. É importante pensar no filme não só como romance histórico, mas transpassando para a nossa sociedade. Tess sofre muito pelas convenções da sociedade do século XVIII, embora infelizmente ela sofreria os mesmos julgamentos no século atual.

A proposta do ENEM não poderia ter vindo numa melhor hora, pois mostra que o espaço que as mulheres querem conquistar não é modinha, não é femismo, não é frescura; é pertinente, é necessidade, é direito. As mulheres dos filmes que citei acima conseguiram suas devidas justiças de maneira extrema e eu espero viver me um mundo onde ninguém seja obrigado a passar por isso, onde os homens consigam respeitar nossa causa e as mulheres, se engrandecerem!

Vou parafrasear os lindos memes que surgiram no domingo e dizer que: machistas não passarão. No vestibular e nem na vida.

Beijos e até a próxima!

 

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14 de set 2015

editado

Quando você é mulher, desde pequena se acostuma a esperar que os homens te machuquem e enganem. Isso não é preconceito contra eles, é apenas a realidade.
Nos ensinam a nos esconder, fechar as pernas e abaixar a cabeça, para que não atraiamos a atenção dos homens.
Pelo menos comigo foi assim e eu não entendia o porque, sempre estava por perto lá pelo meus 6 anos, adorava observar meu pai jogando dominó no quintal com os amigos e como era filha única e gostava muito de conversar, puxava conversa com qualquer um. Eu nem via a diferenciação entre homens e mulheres e o perigo, mas meus pais viam e por isso, nada me aconteceu ali, mesmo com uns 30 amigos do meus pai, sempre em casa. Deve ser por isso que eu nunca tive medo, na verdade, eu não sei porque. Mas esse medo que as mulheres assumem ter dos homens, eu não sinto com frequência, eu sinto raiva, sinto vontade de revidar qualquer palavra e ação que me machuque. Mesmo assim, algumas vezes, me calo, não conto coisas que aconteceram a todos e uso a desculpa de que não quero me lembrar. Mas também não esqueço.
Algumas vezes eu mesma protejo meu agressor e não entendo o porquê. Como quando não contei que um “parente” por associação, tentou me agarrar várias vezes e deitar na cama comigo quando eu tinha 14 anos (consegui me soltar e sair do lugar, desde então procuro me manter afastada, porque ele ainda está na família).
Como dias atrás, que não contei que um homem enfiou o dedo na minha bunda na lotação, porque ele tinha algum tipo de deficiência física que não reconheci (talvez um derrame, não sei).
Como as vezes em que caras me encurralaram no acento da janela do ônibus e me olham sem a menor discrição, de cima a baixo, como se estivessem arrancando minhas roupa e toda dignidade a qual tento segurar nas mãos fechadas de raiva, isso sempre acontece, sempre.
As vezes essas pessoas se desculpam. Mas eu simplesmente não consigo reconhecem essa palavra como apropriada para a situação. Desculpar pelo que? Fingir que você não teve a intenção de violar o meu corpo para suprir a sua necessidade irracional?
Porque me desculpe você, querido, se você não é capaz de “conter seus instintos sexuais irrefreáveis” deveria estar numa jaula, para o bem de mulheres, homens e objetos.

A única vez em que resolvi falar algo, foi quando tirei uma foto de um cara que estava me fotografando no trem e postei no facebook. Apesar de ter o apoio de algumas mulheres, os homens em minha vida, trataram o assunto com desdém e desconfiança.
Agora me diz, em quem eu posso confiar?
Quando minha família e amigos, não acredita ou trata com normalidade casos de abuso? Poderia ser pior. Sim, e é, para muitas mulheres.
É mais fácil ensinar as mulheres que elas devem ter medo, que precisam aprender a se comportar perante os homens. Porque não ensinar os meninos, desde pequenos, que os homens não são criaturas superiores, de sexualidade livre que tem que ter seus desejos prontamente atendidos pode desestabilizar a sociedade moldada a vontade deles. Os machos alfa, ah, onde estaríamos sem eles.

Eu não quero mais me esconder, mas também não queria precisar sair de casa pronta pra guerra. Assim como queria não precisar ficar calada e deixar meus agressores anônimos, para não ser taxada de “A garota maligna que estragou a vida de todos, por uma coisa que pode ter entendido errado”.
Eu não entendi errado e aquilo que senti nessas ocasiões – que me recordo tão bem, pois elas continuam a se repetir, nunca vão permitir que eu perdoe totalmente.
Foi por essas e outras situações que tatuei “Never Forget” no meu pulso. Nunca vou esquecer e é até melhor assim.
Quem perdoa e aquiesce, tem paz por alguns momentos, mas dá espaço para que uma vida de dor na alma.

 

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