04 de jul 2016

Nome: Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller’s day off )
Autora: Todd Strasser
Editora: Gutenberg
ISBN: 9788582353790
Número de páginas: 160
Sinopse: Os pais de Ferris Bueller realmente acreditaram que ele estava doente. A sua pior atuação em anos, e eles haviam caído nessa. Ferris não esperava que fosse fácil convencer o amigo, Cameron, a sair de sua fossa interior para acompanhá-lo em um dia onde o céu era o limite e não haveria nada que eles não pudessem fazer. Tirar a namorada, Sloane, da aula seria a parte fácil do plano, mesmo com a marcação cerrada do diretor Rooney e a perseguição de Jeanie, a explosiva irmã de Ferris.

Tendo Chicago inteira como parque de diversões e com a missão de fazer com que seu dia de folga seja incrível, Ferris não aceitará ter nada menos que o dia mais inesquecível de sua adolescência – tão inesquecível quanto o filme de John Hughes, que completa 30 anos em 2016.

Logo que a editora apresentou os títulos disponíveis para resenha, fiquei animadíssima, não só porque a história é um clássico, mas porque é épica de tão fantástica. Para quem, assim como eu, não assistiu Curtindo a vida adoidado, o filme, na sessão da tarde e não conhece Ferris Bueller, prepare-se para virar fã. Aos que já são fãs, podem relembrar e perceber alguns detalhes fantásticos aos quais não demos atenção antes.

 

Esse poderia ser um livro sobre juventude transviada e adolescentes descumprindo regras, bom, parece, mas o propósito e a mensagem transmitida são bem maiores e nos faz repensar escolhas da vida.

Ferris está no último ano do ensino médio, sua vida está prestes a mudar, em alguns meses ele vai sair da escola e todas as responsabilidades serão reais. Ele se preocupa frequentemente com seu melhor amigo, Cameron, a quem ele descreve como “tenso”, por ter crescido em uma casa muito rígida, tradicionalista e fria. Apesar de Cameron ter a Saúde frágil, Ferris acredita que ele apenas não esteja avaliando toda a perspectiva e precisa de algo melhor para fazer, tirar um dia para viver a vida da melhor forma que sabe: Se divertindo.

Cada personagem tem seu conflito e são muito bem construídos, desde Cameron com medo de se meter em confusões a Jeanie, a irmã de Ferris, que se revolta com a falta de limites do irmão.

O narrador é onisciente, portanto permite que tenhamos o ponto de vista de todos os personagens, quase como se estivéssemos assistindo ao filme, voamos de um cenário a outro. É uma leitura fácil, tanto pelas poucas páginas e diagramação confortável, quanto pela escrita que nos aproxima dos personagens. O livro é bem divertido, repleto de reflexões e lições de como aproveitar a vida de forma plena, sem deixar de lado o que importa.

A pressão sobre os adolescentes nessa época do final do ensino médio, acaba os induzidos a decidir o que querem “para o resto da vida” em um curto período de tempo e por causa de todo o estresse, acabam deixando a vida passar sem realmente aproveitá-la. As imposições e expectativas criadas imprimem a regra de que não são permitidos erros, mas nada é a prova de falhas e com Ferris aprendemos que o importante é saber improvisar no caminho e ser otimista.

Confesso que tenho vontade de saber o que acontece depois, o que provavelmente nunca vai acontecer, já que o filme está comemorando 30 anos e o livro foi lançado apenas agora. Mas fica para os imaginativos. Alguém ai esta afim de criar uma fanfic?

Já conhece a história?
Com qual personagem mais se identifica?

Easter Egg no fim do livro ♥

Diferenças do livro para o filme (SPOILER):
Ferris tem 3 irmãos, não apenas Jeanie;
Ferris rouba um dos dez títulos bancário do pai que seria usado para sua faculdade;
Ordens dos eventos, primeiro vão ao museu, depois ao jogo e depois pegam o taxi;
Ferris, Cameron e Sloane dão uma entrevista numa rádio de esportes;
O diretor não esquece a carteira na cozinha.

 

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23 de ago 2015
 Nome: Eu odeio te amar
 Autor: Liliane Prata
 Editora: Gutenberg
 ISBN: 9788582352977
 Páginas: 240

 

 

Estava muito animada pra mostrar esse livro aqui no blog, desde que recebi da editora. Ele estreou agora em Agosto e veio cheio de amor – e ódio.

Preciso apresentar pra vocês minha amiga Débora. Na verdade, Débora é a personagem do livro, mas poderia bem ser mesmo amiga, me sinto incrivelmente próxima dela, cada vez que algo acontecia no livro, tinha vontade de enfiar meus braços pelas páginas e abraçá-la.

Débora acorda em seu dia de noiva, o dia de seu casamento, se sentindo péssima. Como isso é possível? Eu te respondo. Na noite anterior ela pegou o noivo a traindo, no escritório da empresa em que trabalha, com a irmã do sócio.

Ao invés de fazer um escândalo e interromper a cena (o que eu teria feito), ela sai de fininho para amargar sozinha a dor de ter sido traída. Agora, com todas suas certezas abaladas ela precisa tomar uma decisão.

Ainda no começo do livro ela decidiu continuar com o casamento e se vingar depois, é ai que a parte dramática, engraçada e caótica começa. A cruzada para encontrar um amante, sendo recém casada.

Nesse meio tempo, ela está começando em um novo emprego. Débora é recém formada em jornalismo e apesar de se decepcionar por não ter o trabalho nos sonhos, aceita trabalhar na revista ‘Joy’ para ganhar experiência (Quem nunca, não é mesmo?).

O livro tem uma interação bem legal com o digital, em vista que os personagem são super ligados nas redes sociais. Amei o fato de que as mensagens aparecem em balões característicos das redes, sejam elas no whats, facebook, email ou tinder (alias, rola uma imersão super divertida no Tinder).

A escrita é super descontraída, é como se estivéssemos lendo o diário de uma amiga, com seus pensamentos na integra. Além das divisões de capítulos normais, há esses títulos mega engraçados sempre que muda o dia ou o horário. A diagramação é bem legal, margem, fonte, espaçamento e cor da página bem agradáveis, tornaram a leitura leve e rápida.

Quanto mais o tempo passa, mais surtada Débora fica. Com um pé no chão e o outro na lua, ela muda de ideia mil vezes, sempre que a história está esfriando ela inventa algo novo para nos deixar angustiados, imaginando o que vai acontecer.

Isso foi o mais engraçado para mim, em um segundo tem certeza absoluta de algo, jura pra si mesma e quando percebemos, ela já fez algo ou desistiu.

Trecho do livro:
Como eu vou fazer, ainda não sei. Mas vou dar um jeito, ah se vou! Faço sexo neste fim de semana ou não me chamo Débora.

***

Estou pensando em mudar de nome, sinceramente. (…)

A capa ficou um charme e já conta uma história por sí só. Fiquei tentando decifrar por ela qual seria o final do livro, realmente não consegui prever o plot até que ele chegasse, agora chega, sem spoilers, LEIAM!

E as surpresas continuaram me pegando mesmo depois que terminei o livro. Quando fui pesquisar sobre a autora, descobri os outros livros dela e que na verdade a Débora era personagem da série ‘O diário de Débora’ – só que agora adulta. Quase não acreditei, pois a forma como o livro foi escrito, não deixou a desejar no aspecto detalhes, portanto, se você como eu não leu os outros livros, pode se jogar nesse tranquilamente. Caso queira a experiência completa procure pelos anteriores.

Outra surpresa foi o quão fofa a autora é, sério, vi alguns vídeos dela e super simpática, vale a pena acompanhar, então:

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Agora me contem, já foram traídas? O que fariam caso acontecesse na véspera do seu casamento?

 

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