09 de fev 2016

Olá, pessoal,

And the Oscar goes to… white people! A temporada do Oscar começou (estou preparando o post especial para isso) e acredito que muitos de vocês têm acompanhado a polêmica por não ter indicados negros nessa edição. Por causa disso, decidi fazer um post com as (poucas) mulheres negras que ganharam a estatueta ao longo dos anos.

A Última Ceia

Começo com A Última Ceia, filme que rendeu o Oscar para Halle Berry em 2001. Halle é a esposa de um prisioneiro que foi condenado à morte e que eventualmente se relaciona com um cara, até então racista, que trabalha na prisão. A atuação da Halle tá fantástica, embora o filme seja um pouco “esquecível”. Esse prêmio foi muito importante porque Halle foi a primeira negra a ganhar na categoria de melhor atriz. Aliás, ainda é, já que as outras que mencionarei abaixo ganharam por atriz coadjuvante.

Dreamgils – Em busca de um sonho

A foto não é do filme, mas não achei uma de boa qualidade

Musical com a Beyoncé, mas não é ela a diva do filme. Dreamgirls, de 2006, acompanha um trio de cantoras que iniciam a carreira com a ajuda de Curtis, interpretado por Jamie Foxx. Elas começam a fazer sucesso, mas a personagem da Beyoncé começa a ganhar destaque pela sua beleza, embora quem tenha a voz mais potente seja a Effie, interpretada pela Jennifer Hudson. E é nela que temos que prestar atenção no filme. Seus solos são fantásticos, quem tiver curiosidade, procurem “I’m changing” no youtube.

Histórias Cruzadas

Histórias Cruzadas, de 2011, emociona. Octavia Spencer ganhou o Oscar interpretando uma “the help”, uma mistura de empregada e babá. Seu prêmio foi de atriz coadjuvante porque o foco do filme na verdade é na Emma Stone, que começa a entrevistar mulheres negras que trabalham como the help, o que conturba toda a sociedade local. Não posso deixar de mencionar que a interpretação da Viola Davis também é de se aplaudir.

12 anos de escravidão

Já comecei sobre esse filme aqui no post sobre Consciência negra (acessem aqui), e repetirei o que disse lá: a atuação da Lupita Nyong’o é surreal! Dói! Ela interpreta Patsey, uma escrava da personagem do Michael Fassbender e gente, a relação deles é odiosa no filme, mas esplêndida em questão de atuação. A cena em que ela apanha por um sabonete é única em todo o cinema. Esse filme merece ser visto por questões históricas, mas também pelas belas atuações. Quem não viu, veja o mais rápido possível!

Preciosa

Preciosa, de 2010, retrata a história de Claireece, mais conhecida como Preciosa, uma adolescente de 16 anos que é violentada pelo pai, abusada pela mãe, e que tem um filho portador de síndrome de down. Quando ela engravida pela segunda vez, ela recebe a oportunidade de melhorar de vida. A história da Preciosa é sofrida e sua mãe, interpretada pela Mo’nique, arrasa na interpretação como uma das piores mães da história, sério, ela joga uma televisão na filha. O filme é fantástico e é a  minha indicação desse post!

É importante refletir que não faltam mulheres negras talentosas, faltam oportunidade para elas. Essa lista não vai aumentar esse ano, mas a visibilidade das minorias está crescendo: tenho esperança. Daqui duas semanas, comento sobre o Oscar. Aguardem!

Beijos e até a próxima!

 

 

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26 de jan 2016

Para quem não é de São Paulo, e para os desligados, ontem foi aniversário da cidade. 462! É uma grande idosa. Eu queria muito que tivesse um filme estilo I love you, Nova York e I love you, Paris. A última vez que vi, tinha um projeto para um brasileiro, só que no Rio. Já que não tem, selecionei uns filmes que mostram como cenário a cidade paulista só pra ter o gostinho de ver essa cidade nas telas! Vamos lá:

Que horas ela volta?

Começo com o mais recente, Que horas ela volta? De Anna Muylaert, que lançou ano passado. Esse filme é incrível e mostra a história da empregada Val e da sua filha recém-chegada em São Paulo, Jéssica, que vem para cá para prestar o vestibular. Os patrões recebem a filha bem e até a levam para a USP, mais especificamente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, pois era o curso que ela queria prestar. A cena é curta, mas quem conhece o local fica abobado (ok, talvez tenha sido só eu).

O Casamento de Romeu e Julieta

O Casamento de Romeu e Julieta, de 2005, é uma comédia brasileira que mostra a rivalidade entre duas famílias fanáticas pelo Palmeiras e pelo Corinthians. O trocadilho é claro. Ele, corinthiano; ela, palmeirense, se apaixonam e precisam conciliar as famílias e o amor pelo time. O filme inteiro mostra os estádio de São Paulo, então também acho um ótimo jeito de mostrar a cidade.

O ano em que meus país saíram de férias

 O ano em que meus pais saíram de férias, de 2006, mostra na perspectiva de um menino de 12 anos a perseguição política do país nos anos 70. Ele na verdade não sabe o porquê dos pais saírem de férias e o deixaram com seu avô. As cenas de São Paulo são bem sutis, com ele andando pelas ruas e jogando futebol. O filme suaviza intencionalmente a violência da época, já que a criança não participa ativamente de nenhuma das ações, é bem didático!

2 Coelhos

De 2012, 2 Coelhos, é um filme politizado de ação. Um cara sofre um acidente de carro e perde sua esposa e seu filho. Acontecem diversos problemas políticos e ele se muda para Miami, mas após um tempo, volta a fim de vingança contra um deputado estadual e um criminoso. As cenas de ação ocorrem no centro de São Paulo também e são emocionantíssimas. Realmente vale a pena.

Ensaio sobre a Cegueira

Embora Ensaio sobre a Cegueira, de 2008, não seja brasileiro, o diretor é. Fernando Meireles trouxe o elenco inteiro para usar São Paulo como cenário desse mundo que passa por uma epidêmica cegueira que ninguém sabe explicar. É lindo de ver Mark Ruffalo e Julianne Moore andando pela cidade, eles passaram pelo Viaduto do Chá, MASP e outros pontos turísticos. O filme é uma linda adaptação da obra de José Saramago e independente das cenas que mostram São Paulo, é uma ótima dica de filme.

Então é isso, pessoal. Vamos explorar essa cidade linda porque ela tem muito a oferecer. Afinal, carnaval tá chegando!

Beijos e até a próxima!

 

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12 de jan 2016

Olá, pessoal, é a Patê,

Voltei, voltei! E vamos começar 2016 renovando as energias, cheia de metas e determinações. Adoro essa época do ano, mas o motivo é: férias! Férias no cinema geralmente é sinônimo de animação, atualmente tá passando Alvin e os esquilos 3 e logo estreia Peanuts – O filme. Pra quem prefere ficar em casa, vou fazer uma lista de animações que se destacaram ano passado (que loucura que 2015 já é passado). Então é assim, se vocês não assistiram aos filmes que comentarei, fica a dica; se sim, sempre válido reassistir, não?

Divertida Mente

O primeiro não poderia ser diferente, Divertida Mente exemplifica bem aquela frase de “esse filme não é pra criança” (mesma coisa que Up, Wall-e, Mary e Max). Quer dizer, o filme é completo, né? Tem personagens caricatos – quem não gostou da Tristeza?-, tem uma história que prende e um ótimo ritmo, mas vamos combinar que poucas crianças entendem as fases da consciência da Riley, as ideias abstratas e a definição, mesmo que implícita, de depressão. O filme é um deleite pra nós, não-crianças!

As Memórias de Marnie

Embora esse filme não tenha ganhado visibilidade no cinema nacional, espero que vocês tenham conferido. As Memórias de Marnie é o mais recente filme do Studio Ghibli e retrata a história de uma menina, Anna, que acabou de se mudar e logo conhece Marnie. O filme é singelo como todas as animações japonesas desse estúdio e super, super recomendo a quem ainda não assistiu!

Minions

EU AMO MINIONS! Pronto, confessei! E mesmo amando, odiei o filme. Quer dizer, o marketing do filme foi incrível, torrei rios de dinheiro e enchi minha casa de amarelo, mas o filme em si, fala sério? A vilã, Scarlet Overkill, é mal construída, não tem passado e propósito. Os minions são ótimos coadjuvantes, mas não conseguem carregar um filme inteiro. De qualquer forma, dá pra rir bastante. Todos viram, né?

Hotel Transilvânia 2

Embora o primeiro filme não tenha feito muito sucesso, fizeram a continuação de Hotel Transilvânia. Nesse, a vampira e o humano se casaram e todos vivem no Hotel junto com o Drácula. Quando os dois têm o primeiro filho, Drácula fica eufórico querendo ensinar as “vampirices” pro neto, mas existe a possibilidade de ele ser um simples humano.  Assim como o primeiro, o filme é bem gostosinho de assistir num sábado à tarde pra passar o tempo!

O Pequeno Príncipe

Mesmo tendo o mesmo nome do livro do Saint-Exupéry, o filme não retrata a história fielmente do livro. A história gira em turno de uma garota que se mudou e fez amizade com seu vizinho, um senhor que começa a lhe contar a história do pequeno príncipe e seu asteroide com a rosa. As mensagens bonitas e famosas do livro estão contidas no filme, só a narração que muda o foco. Vale a pena para quem gosta da história!

E é isso, pessoal! Muitas animações estão por vir esse ano, aliás, quem não espera ansiosamente Procurando Dory? Enquanto isso, gente, tempos de Oscar, se preparem para os próximos posts!

Um beijo e até a próxima!

 

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