27 de mar 2014


Livro: DIVERGENTE
Autor: Veronica Roth
Editora: Rocco
ISBN: 978-85-7980-131-0
Ano: 2013
Páginas: 504

Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade.
Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição.
Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza.
Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação.
E os que culpavam a covardia se juntaram à Audácia.

[trecho legal que me lembra o chapéu seletor]
Atribuí: 5
Olá, ontem a tarde comecei a ler Divergente, terminei agora e resolvi escrever uma breve resenha para vocês.
Para quem está em dúvida em ler ou não, eu recomendo o livro. Apesar de ser YA e a já ter a parte de romance o centro o livro não tem mimimi, pelo contrário. Desde o começo nos mostra como pode ser dura a realidade das personagens.
A história, uma distopia, acontece em Chicago (ou o que costumava ser), no futuro. A maior parte de suas construções antigas são ruínas e a sociedade é dividida em cinco facções:
Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição.
Cada uma das facções vive de acordo com os próprios princípios, sua forma de vestir, se comportar, seguindo uma rotina de obrigações e dividindo funções para que cada área do sistema funcione como deve. Os que nascem em determinada facção, porém, tem (aos 16 anos) a opção de escolher se realmente querem permanecer nela pelo resto da vida ou trocar por outra. A troca muita vezes é tida como uma traição a sua facção de origem e não há como voltar atrás, se você desiste ou não é aceito vai viver a margem da sociedade como um sem-facção.
O livro é contado do ponto de vista de Beatrice, que nasceu e cresceu na abnegação, que está prestes a fazer seu teste de aptidão e finalmente decidir qual caminho percorrerá.

ALERTA SPOILER (de leve), OI!

Como se já não bastasse toda a dificuldade de decidir entre abandonar sua família ou seguir na mesmice em que vivia, Beatrice ainda consegue um resultado inconclusivo em seu teste. E agora, o que isso significa?
Eles enrolam bastante para explicar isso no livro, por isso não escreverei aqui. Realmente quero que vocês leiam. Apenas basta saberem que ela é uma divergente e despertou habilidade para três facções: Abnegação, Audácia e Erudição. O que aparentemente não é nada bom e sua vida corre perigo.
Na cerimônia de seleção ela escolhe a Audácia, talvez a mais difícil de todas. Desde a hora em que deixa o local ela é testada e descobre que não basta escolher uma facção, precisa também ser aceita por ela.
A iniciação inclui: Pular de trens, prédios, treinamento físico e psicológico (enfrentar seus maiores medos), entre outros perigos, como os próprios colegas que são, vamos dizer, meio selvagens.
A violência é muito presente na Audácia, seus integrantes não levam desaforo para casa e não se importam muito com as consequências de seus atos ou com as outras pessoas (características que tecnicamente só se encontram em outras facções).
Tem o Quatro (seu instrutor – suspiros), muito sangue, sarcasmo e morte. Mal dá pra acreditar que tudo se passa em um só livro.
Tenho que admitir que com tantas cenas de luta e correria eu tive que voltar algumas vezes para ter certeza que tinha entendido direito, mas em geral o livro é bem fácil de ler, a história prende, tanto que não consegui fazer mais nada antes de terminá-lo.
Divergente é o primeiro livro de uma série de três (Divergente, Insurgente e Convergente). Para quem não sabe o filme já estreou lá fora e chega no Brasil em Abril e pelo que vi dos trailers já não gostei do resultado. Espero sinceramente que eu esteja errada, mas por outras experiencias com livros que viraram filmes, prefiro manter minhas expectativas baixas quando a ele.

 

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Postado por:
Carla Nascimento

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