04 de jul 2018

Pelo tempo que passei sem escrever para o blog até parece que nem tentei criar conteúdo para cá. Tenho tantas fotos de look que nem sei se vale a pena postar.

Antigamente eu não postava por não te-las. A ansiedade talvez tenha influenciado aqui e claro que o peso do blog mudou também em relação a outras redes sociais, nas quais posto com frequência, mas enfim, o post de hoje não é sobre isso.
Esse post não é para todo mundo, mas acredito que algumas pessoas vão se identificar.
Você tem planos pros próximos 10 anos? 5 anos? Pro próximo ano?
Se a resposta foi não e com um fundinho de medo, ansiedade e insegurança, somos bem parecidos.
Não é como se não soubéssemos o que queremos ou onde queremos chegar, temos sonhos, mas sabemos que no ponto em que estamos é impossível, seja por posição social, condição financeira ou falta de apoio.

Quando você identifica essa impossibilidade de mudança, pelos meios mais óbvios, para não desistir, você contorna e faz o possível dentro de uma zona de conforto para atingir o objetivo, tenta de novo e de novo, porém nada muda. Você pode calcular 1+1 mil vezes, o resultado será sempre o mesmo (pelo menos nessa dimensão).

Estagnado, mas com a impressão de que está indo em algum lugar, você se exausta do sonho e quer desistir, rato na roda, nem percebe o que está acontecendo.
Talvez seja cruel chamar isso de empurrar com a barriga, já que essa é a realidade de muitas pessoas, nem todo mundo vai realizar seus sonhos iniciais, uns sonhos vão se transformar em outros e mais alguns vão surgir e ser esquecidos. Você pode aceitar que o sonho inicial não cabia na sua vida e seguir em frente ou pode arriscar.
Arriscando temos dois caminhos brutos, pode funcionar ou não. Em ambos os caminhos você vai aprender muito sobre você, sobre as pessoas e sobre o próprio sonho que você veio idealizando. Não há certo ou errado, porque não dá para saber o que você vai acontecer, o que você vai encontrar e descobrir.
Mas a reflexão hoje é, talvez valha a pena sair da roda, da gaiola, o que a vida tem a te oferecer.

Esse look foi um marco para mim por conta da calça amarela, ter uma peça numa cor tão expansiva foi novo para mim. Provavelmente não teria coragem de usar se não tivesse tido o apoio das consultoras de estilo (alias, logo posto a respeito aqui no blog).  Meu objetivo nesse look foi misturar meus 3 estilos, criativo, romântico e esportivo.

As fotos foram tiradas pela Lucy Robertti, ali pela Faria Lima. Espero que tenham gostado do post. :)

Blusa: Ganhei da Jacque Calça: C&A Tênis: Sugoi shoes Bolsa: Estilo Menina

Look Ilustrado

 

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06 de jun 2018

Nós medimos o crescimento pela altura, as vezes pela largura ou volume, contamos anos, medidas, contamos nos dedos, tempos musicais, contamos passos, quilômetros rodados, pontos, estações de metrô, metros² e então quando não basta, contamos histórias, cliques, minutos em vídeo, horas no cinema.

As coisas mais importantes não conseguimos contar, quantos suspiros de antecipação, quantas vezes o coração apertou, a barriga ou as mãos gelaram, quantas vezes fechamos os olhos e respiramos fundo. Não consigo medir o quanto cresci no último ano, a ponto de sentir a necessidade de contar constantemente o quanto mudei. Uma nova pessoa nasceu a qual estou sendo apresentada agora e eu mal reconheço a que ficou pra trás.

Foi tão surreal que nem consigo explicar suficientemente bem para quem ainda não passou por isso ficar preparado. As pessoas fazem cartas pra seus eu de 10 anos atrás, para quando eram adolescentes, eu quero pra Carla do ano passado e dizer que não vai ficar tudo bem ou mais fácil, mas pra aguentar firme.

Eu não sabia que a ansiedade e a desesperança iam me afastar de escrever, logo eu, que sempre escrevi atoa desde pequena, inventava histórias, começava livros. Sempre foi tão natural, que não pensei que pudesse sumir. Minhas prioridades assumiram o controle da minha vida e a preocupação me criou uma pessoa cautelosa, assustada, a vida me ensinou a não me mostrar pro mundo, a temer a sinceridade pra me proteger, a ser menos expansiva.

Ser adulto é solitário. Você não está sozinho, mas tudo sempre depende apenas de você. Em quem você confia, com quem você se envolve, o que tem que ser feito.
Quanto sobrou do que era antes?

Macacão: Costureira Camisa: Guarda roupa da tia Cinto: Mãe Bota: Urban Flowers Mochila: Oumai

As fotos do post foram tiradas pela Marilda Sousa (@sousasfotografia)

 

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27 de mar 2018

Corri pra escrever esse texto, porque tive uns pensamentos aqui.;

De vez em quando algumas pessoas vem até mim falando que queriam ter minha auto estima, que queriam se amar assim e eu respondo com PUFF, mas onde vocês estão vendo isso gente?

Comecei a pensar então que minha auto estima realmente deveria estar lá em cima, se eu estava passando isso para as outras pessoas. A partir dai comecei a fazer e não fazer certas coisas, detalhe que só percebi agora que não faço mais:

  • Parei de criticar coisas no meu corpo, quando falo nelas falo como uma coisa que existe, não como um problema. Como celulites, estrias, um peito maior que o outro, essas coisas que todo mundo tem mas só a maioria das pessoas só nota para criticas, em si mesmo ou no outro;

  • Parei de sentir vergonha de me sentir sexy. Eu nunca fazia carão nas fotos porque ficava pensando no que as pessoas iriam pensar, dai percebi que quem importa sou eu, se me sinto bem assim, os outros que aguentem ou saiam de perto;

  • Parei de ter medo de fazer as coisas que eu queria. Isso também serve para roupas que vou vestir, lugares que parava pra fotografar, me recuso a deixar de me sentir bem só porque outra pessoa esta incomodada.

Olhando minhas fotos no instagram comecei a notar que a partir de um certo ponto eu estava radiante e eu me sentia assim, brilhando. Lembrei da Cristina Yang (Grey’s Anatomy) falando pra Meredith que ela era o Sol, essa foi a epifania de hoje: Eu sou o Sol da minha vida! (risos eternos, porém não de deboche).

Eu tinha responsabilizado a mudança na cor de cabelo por esse bem estar que estava sentindo, esse gostar do que eu vejo no espelho, mas foi por dentro. Agora eu posso dizer realmente que estou na minha melhor fase, porque independe do que eu estou vestindo ou de como meu cabelo está.

Por isso vou repetir o que disse no Twitter uns dias atrás, não precisa de amar, mas não se odeie. Gaste essa energia em outra coisa.

Escolhi um look bem básico e combinei com peças coloridas. Bem confortável, mais do que imaginei, foi a primeira vez que usei esse tênis bapho e apesar de ter andado bastante não machucou.

Cropped e cinto: Brechó Short: C&A Tênis e brincos: Suigo Sweetshoes Pulseira: Joias boz

Look ilustrado

 

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