06 de jun 2018

Nós medimos o crescimento pela altura, as vezes pela largura ou volume, contamos anos, medidas, contamos nos dedos, tempos musicais, contamos passos, quilômetros rodados, pontos, estações de metrô, metros² e então quando não basta, contamos histórias, cliques, minutos em vídeo, horas no cinema.

As coisas mais importantes não conseguimos contar, quantos suspiros de antecipação, quantas vezes o coração apertou, a barriga ou as mãos gelaram, quantas vezes fechamos os olhos e respiramos fundo. Não consigo medir o quanto cresci no último ano, a ponto de sentir a necessidade de contar constantemente o quanto mudei. Uma nova pessoa nasceu a qual estou sendo apresentada agora e eu mal reconheço a que ficou pra trás.

Foi tão surreal que nem consigo explicar suficientemente bem para quem ainda não passou por isso ficar preparado. As pessoas fazem cartas pra seus eu de 10 anos atrás, para quando eram adolescentes, eu quero pra Carla do ano passado e dizer que não vai ficar tudo bem ou mais fácil, mas pra aguentar firme.

Eu não sabia que a ansiedade e a desesperança iam me afastar de escrever, logo eu, que sempre escrevi atoa desde pequena, inventava histórias, começava livros. Sempre foi tão natural, que não pensei que pudesse sumir. Minhas prioridades assumiram o controle da minha vida e a preocupação me criou uma pessoa cautelosa, assustada, a vida me ensinou a não me mostrar pro mundo, a temer a sinceridade pra me proteger, a ser menos expansiva.

Ser adulto é solitário. Você não está sozinho, mas tudo sempre depende apenas de você. Em quem você confia, com quem você se envolve, o que tem que ser feito.
Quanto sobrou do que era antes?

Macacão: Costureira Camisa: Guarda roupa da tia Cinto: Mãe Bota: Urban Flowers Mochila: Oumai

As fotos do post foram tiradas pela Marilda Sousa (@sousasfotografia)

 

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27 de mar 2018

Corri pra escrever esse texto, porque tive uns pensamentos aqui.;

De vez em quando algumas pessoas vem até mim falando que queriam ter minha auto estima, que queriam se amar assim e eu respondo com PUFF, mas onde vocês estão vendo isso gente?

Comecei a pensar então que minha auto estima realmente deveria estar lá em cima, se eu estava passando isso para as outras pessoas. A partir dai comecei a fazer e não fazer certas coisas, detalhe que só percebi agora que não faço mais:

  • Parei de criticar coisas no meu corpo, quando falo nelas falo como uma coisa que existe, não como um problema. Como celulites, estrias, um peito maior que o outro, essas coisas que todo mundo tem mas só a maioria das pessoas só nota para criticas, em si mesmo ou no outro;

  • Parei de sentir vergonha de me sentir sexy. Eu nunca fazia carão nas fotos porque ficava pensando no que as pessoas iriam pensar, dai percebi que quem importa sou eu, se me sinto bem assim, os outros que aguentem ou saiam de perto;

  • Parei de ter medo de fazer as coisas que eu queria. Isso também serve para roupas que vou vestir, lugares que parava pra fotografar, me recuso a deixar de me sentir bem só porque outra pessoa esta incomodada.

Olhando minhas fotos no instagram comecei a notar que a partir de um certo ponto eu estava radiante e eu me sentia assim, brilhando. Lembrei da Cristina Yang (Grey’s Anatomy) falando pra Meredith que ela era o Sol, essa foi a epifania de hoje: Eu sou o Sol da minha vida! (risos eternos, porém não de deboche).

Eu tinha responsabilizado a mudança na cor de cabelo por esse bem estar que estava sentindo, esse gostar do que eu vejo no espelho, mas foi por dentro. Agora eu posso dizer realmente que estou na minha melhor fase, porque independe do que eu estou vestindo ou de como meu cabelo está.

Por isso vou repetir o que disse no Twitter uns dias atrás, não precisa de amar, mas não se odeie. Gaste essa energia em outra coisa.

Escolhi um look bem básico e combinei com peças coloridas. Bem confortável, mais do que imaginei, foi a primeira vez que usei esse tênis bapho e apesar de ter andado bastante não machucou.

Cropped e cinto: Brechó Short: C&A Tênis e brincos: Suigo Sweetshoes Pulseira: Joias boz

Look ilustrado

 

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20 de mar 2018

foto por @calmajacque

Você já teve um vislumbre da vida que queria ter? Um momento em que pensou “É isso, quero todo dia”.

Foram poucas vezes na vida tive, durante viagens ou passando a noite conversando com amigos.

foto por @calmajacque

Por um tempo pensei em como minha vida estava errada, me culpava por não ser daquele jeito sempre, não viver viajando, não ter dinheiro para fazer o que quisesse quando quisesse, de não estar sempre cercada apenas das pessoas que gosto. Então trabalhei mais, tendo isso como objetivo, me sobrecarreguei e me culpei por estar demorando demais.

foto por @calmajacque

Me tornei obcecada, só saia de casa para trabalhar, direcionei todo meu capital e tempo para isso.

Tentar chegar na vida que eu queria, estava me afastou de ter a vida que eu já tinha, que não era a vida ideal, mas era minha. A versão obsessiva me trazia momentos de felicidade, ainda que passageiros, eu ainda era feliz, mas sem tanta espontaneidade e com muito mais estresse.

foto por @ygorch

Olhando pra dentro de mim e analisando as situações, notei que era o que eu sentia nos momentos idealizados que me fazia achar que eu precisava disso 24/7: Paz (relacionada com a ausência de preocupações) e descobertas.

E pra ter isso eu não precisava de tantas coisas materiais quanto achei inicialmente.

foto por @ygorch

Essas fotos foram tiradas num Quero Fotografar Liar (o 4º), não esperava tanta gente me fotografando do nada, hahaha, mas foi bem legal. Todas desse post foram tiradas por Jacque e Ygor, obrigada gente. ♥

foto por @ygorch

Blusa: Bazar de Igreja Short: C&A Cinto: Brechó Samburá Quimono: Da minha mãe Bolsa: Oumai Bota: Urban Flowers

Os acessórios: Colar, anel, brincos,pulseira foram enviados pela Joias Boz.  Reparem que fofinhos o colar de guarda chuvinha (os brincos são iguais.)

Look Ilustrado.

foto por @calmajacque

 

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