02 de mar 2015
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Use isso, vista aquilo, não fale tanto e nem muito alto. Eles não gostam disso, elas vão criticar, não está na moda, não combina. Porque você está agindo assim? Essa atitude não é aprovada, você não leu o livro de regras? Sem problema, temos aqui para você uma lista de deveres, incluímos até alguns direitos, caso você seja boazinha e merecedora.
Estou cansada de tantas listas, não quero saber os ’13 passos para agradar um homem’, nem os ’11 looks femininos que eles detestam’, nem ‘dicas para se tornar uma diva’, será que não é possível produzir conteúdo relevante sem cagar regra pra todo lado? É realmente ditar cada passo, como se sem orientação fossemos ficar todos andando em círculos?
Essa semana eu percebi porque eu sempre odiei a cor rosa. Bom, sempre não, a partir dos 6 anos, quando comecei a ir a escola, conviver em sociedade e perceber as diferenças de comportamento e tratamento. Quando meus pais me diziam que eu era uma mocinha e não podia sentar com as pernas abertas, eu não entendia realmente porque as pessoas esperavam que eu não saísse correndo pra brincar, mas ficasse sentada de pernas cruzadas e quietinha, “Essa dai parece um moleque”. Rosa era cor de menina e imediatamente reconheci a cor como simbolo de tudo que eu não queria ser, porque não era divertido ser menina, fofocar umas das outras e se fingir de adulta, era muito melhor brincar de pega pega e desenhar. Isso continuou conforme fui crescendo, eu não era muito “feminina” (falava muito palavrão, não me importava em rir alto ou sentar no chão, mas pera, ainda sou assim…) e isso acabou me afastando mais ainda das garotas, com poucas exceções, então simplesmente aceitei meu posto de “menina menino” e acabei por encontrar boas amizades entre homens, tratada quase de igual para igual…Mas peraí, eu só consegui isso porque estava, tecnicamente, agindo como um deles, porque? Continua errado.
E como é difícil arrumar amigas que não estejam competindo com você a cada segundo, que possam compartilhar com você a alegria de ficar feliz pelas vitórias uma da outra, amigas que a sociedade não tenha danificado seriamente.
E então esse ano eu escutei, de um parente, que esperava que quando eu fosse lá de novo (Estava viajando) estivesse casada, para ver se voltava mais mansa. Por que mulher solteira não tem voz ativa, não tem direito de opinar ou discordar e está se preparando o tempo todo para roubar o homem de mulheres de bem, isso piora se arrumar uma barriga, vai ser a “vagabunda” pro resto da vida.Eu comecei a estudar o feminismo há pouco tempo, mas quanto mais pesquiso e leio sobre, mais percebo que bate com o que eu pensava desde pequeninha. Porque eu preciso competir com outras meninas/mulheres? Porque procuramos tantos defeitos umas nas outras e julgamos atitudes, sem nem ao menos ter noção do que a outra pessoa está passando (apesar da nossa vontade de nos por no lugar dos outros, nunca vamos saber realmente o que aquela pessoa está sentindo no momento)? Estou buscando todas essas respostas.
O que eu sei é que minha caixa de lápis de cor é repleta de cores e uso quase todas elas para pintar uma pessoa e não só azul ou rosa e nada, nem as pessoas, nem os lápis, são melhores uns que os outros.

 

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26 de fev 2015

Essa é uma postagem coletiva do grupo Rotaroots, um grupo muito sensa que prega a blogagem nos tempos de outrora. O tema é 5 filmes indicados para o Oscar da minha vida.

Me empolguei para fazer o post apenas depois de ter assistido ao Oscar, fui dar uma olhada nas categorias, pra tentar deixar mais real o post, não que tenha ficado ótimo, mas tá valendo, certo? certo.

Melhor Filme

TORTURA! Sério, escolher o melhor filme é praticamente impossível, estou me sentindo péssima por ter que me decidir, então separei essa categoria em 3 incluindo séries de filmes, assim não morro de remorso (pelo menos imagino).


O Brilho eterno de uma mente sem lembranças é um dos filmes mais lindos que já vi, são emoções demais. Uma luta constante contra a própria consciência para manter a lembrança de um amor, acaba por mostrar que cada pedacinho de tudo que passamos é importante, faz de nós o que somos. ♥

 

Piratas do Caribe eu escolhi como serie de filmes que eu mais gosto, sem ter lido nenhum livro relacionado. Assisti tanto que decorei as falas e por um tempo os trejeitos do Jack, conseguindo ficar ainda mais esquisita. Fora que nunca mais deixei de acompanhar Johnny e Keira. BEBEI AMIGOS YOHO! ♥

Se O Senhor dos Anéis não é um dos meus filmes favoritos eu não sei qual é. Por que não é fácil assistir a versão estendida sem dormir não é fácil (desculpem, não me apedrejem). Tenho um altarzinho pros livros e filmes aqui e apesar de não ter gostado dos Hobbits (desculpa sociedade), já fiz o teste pra saber qual era meu nome Elfico e deu… Luthien de alguma coisa, desculpa, esqueci.

Melhor Filme de Animação

Procurando Nemo faz parte de mim. :D
Extremamente difícil decidir entre Procurando Nemo e Lilo & Stitch, são meus dois filmes favoritos, já assisti tantas vezes que decorei as falas. Choro loucamente nas partes mais dramáticas e ainda morro de rir nas cômicas, por mais que já tenha visto muitas animações não deixo pra trás. ♥

Melhor Trilha Sonora Original

Outra escolha impossível, sou a louca das soundtracks e decidir isso foi péssimo, gostaria de citar ainda assim algumas: Memórias de uma gueixa, Jogos Vorazes, Sucker Punch, August Rush, Pitch Perfect, Burlesque, Begin Again, Piratas do Caribe, omg, essa lista não acaba, sorry.
Claro que a trilha que mais me marcou na vida, que posso reconhecer em qualquer lugar, é a de Harry Potter, não só a principal, tudo, do primeiro ao último filme. Harry Potter não marcou só por isso, gostaria de ter colocado ele como filme favorito, mas no fim gosto mais dos livros.

Quais os indicados de vocês? Podem postar nos comentários, caso sejam do Rota, deixem os links dos posts, pfv. ADOREI FAZER ESSE POST, beijo ♥

 

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24 de dez 2014
 Nome: O doador de Memórias (The Giver)
 Autor: Louis Lowry
 Editora: Arqueiro
 ISBN: 9788580412994
 Páginas: 192
Olá, hoje eu vim falar sobre um livro que eu amei e um filme que eu odiei. As chances de ser apedrejada ao final do post são grandes, mas preciso tirar isso do meu sistema. Podem ficar tranquilos, não coloquei nem sinopse para não ter spoiler. ;)
Atribuí: 3
Esse é o tipo de livro que te faz parar no final daquela frase de efeito, dita sem intenção pelo personagem e refletir toda sua vida e a humanidade. A história é uma distopia pintada de utopia, tudo controlado, quase sem complicações, não há mais dor, tragédias, amor e as escolhas de todos são pré determinadas pelo “governo”.
O livro conta a história do ponto de vista de Jonas, que é um 11 (tem 11 anos) e está se preparando para sua cerimonia de 12, onde, assim como todos que tenham nascido no mesmo ano, será designado a profissão que devera desempenhar por toda vida, até que se torne um idoso e seja dispensado.
É só após a cerimonia que Jonas conhece o Doador de memórias e claro, tudo muda. É bem nessa parte que o meu interesse pelo livro desenfreou, mas a leitura é tão leve que nem senti que estava lendo rápido, na verdade, a sensação é de que é apenas um conto, de tão curto.
Apesar de ter explodido a minha cabeça, não há tanta ação assim no livro, mas suspense. E são ​as pequenas coisas no dia a dia das personagens que ​mais​ impressionam, a tranquilidade robótica com que fazem as coisas, tão ​mecanicamente expressando no que o mundo se transformou. Monotonia, as pessoas não correm mais riscos, não fazem escolhas baseadas em sentimentos, pois os mesmos não existem. Não quero realmente dar spoiler e por isso recomendo a quem quiser ler o livro: Não assista o trailer. Estragará as surpresas do livro, as que mais me deixaram impressionada, pelo menos (Alias, por isso também não coloquei a sinopse aqui, informação demais).
Sei que não sou a única a se sentir, muitas vezes, injustiçada pelas versões cinematográficas dos nossos amores literários, mas por vezes isso ultrapassa, a ponto de eu achar que ‘O doador de memórias’ não deveria, nunca, ter virado um filme. O esforço para transformar o filme num blockbuster, colocando elementos de ação, romance e envelhecendo os personagens para tirar um pouco da monotonia do livro, acabou descaracterizando a natureza reflexiva do livro e empurrando-o para algo semelhante a Divergente/Jogos Vorazes (que eu amo, mas não combina aqui).
Como só li o primeiro da série posso estar falando besteira, lógico, mas essas foram minhas primeiras impressões, pelo que vi até agora e claro, adicionarei um adendo se depois de ler o resto (se é que vou).
Não tenho a versão física pois li no kindle, mas aceito de presente, hahahaha.
E ai? Já leram ou assistiram? O que acharam?

 

giver2

 Curiosidades: A primeira edição lançada do Brasil se chamava apenas ‘O doador’ seguindo o título original “The Giver”, depois foi relançado como “O doador de memórias”.

 

 

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