03 de fev 2014


Nome: Os 13 porquês (Thirteen Reasons Why).
Autor: Jay Asher.
Editora: ÁTICA.
ISBN: 9788508126651.
Ano: 2009.
Nº de Páginas: 256.
Sinopse:
Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com várias fitas cassetes. Ele ouve as gravações e se dá conta que foram feitas por uma colega de classe que cometeu suicídio a duas semanas atrás. Nas fitas, ela explica os 13 motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um deles. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Atribuí: 4


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Demorei para fazer a resenha desse livro, apesar de ter gostado muito, me deixou um pouco deprimida. Não sei se vocês leram a saga Crepúsculo, mas no livro Lua Nova tem uma frase que para mim resumiria o drama de Hannah Baker: “De quantas formas um coração pode ser destroçado e continuar batendo?”

Como leram na sinopse acima, o leite já foi derramado, Hannah já cometeu suicídio e não há nada que possamos fazer para salva-lá, exceto saber os motivos, os treze porquês gravados em 7 fitas.
Só recebe as fitas quem está na lista, só se sabe à ordem ouvindo as fitas e a pessoa que está ouvindo tem que repassa-lá para o nome que for citado em seguida ao seu, se não o fizer um segundo pacote será divulgado e todos irão saber o seu segredo em relação a morte de Hannah. Junto com as fitas ela deixou um mapa da cidade de Crestmont (escondeu nas coisas das pessoas que iriam receber a fita) marcando com estrelas os lugares dos acontecimentos que a levaram para a morte.
As fitas começam contando de onde ela imagina ser o principio de seus problemas e dá nome as pessoas responsáveis, por cada rumor, cada coisa que lhe foi tirada, todas às vezes em que ela estava se recuperando e a jogaram para baixo novamente.
Acompanhamos a história do ponto de vista de Clay Jensen, que acabou de receber às fitas e que era apaixonado por Hannah, porém sempre teve medo de revelar o que sentia por causa do que diziam sobre ela.
Clay me transmitiu o desespero de não poder mudar o final da história. Mas acho que essa é uma forma de nos mostrar que não estamos prestando total atenção nos sinais, poderia ser com um amigo, um familiar, poderia ter acontecido conosco, e ninguém ter reparado. Então sim, é uma história sobre bullying, mas também é uma dica para sermos mais cautelosos, não sabemos o peso que nossas ações podem ter na vida dos outros.

O livro vem com o mapa também para que o leitor possa acompanhar a história. Os capítulos são divididos em lado A e B de cada fita. Li pelo kindle mas espero comprar a versão papel, só para ter na prateleira.
Espero que tenham gostado da resenha, leiam o livro

 

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24 de set 2013

 

Que a Clarice é ótima, que as músicas são geniais nós sabemos, isso já é assunto batido, mas eu queria parar para dividir tudo que se passa na minha cabeça ouvindo essa.
Como pode uma música tão curta me provocar um flashback, contendo tantas coisas boas e ruins e ainda me deixar com vontade de rever mais de mim mesma?
São coisas óbvias que mais nos surpreendem, nos filmes, nas séries, na vida, etc. Clichês, e por vezes não esperamos por eles. Nós sabemos que, enquanto cortamos algo, há o risco de nos ferirmos também e mesmo quando isso ocorre ficamos surpresos com o fato.
Então nos damos conta que cada uma das coisas ruins, cada queda, cada relacionamento mal sucedido, cada falta de grana, cada chuva, cada vez que a pipoca queimou e que perdemos a chave de casa na rua, nos ensinou uma coisa nova, por menor que seja. Essas pequenas ocorrências, ainda que insignificantes para o resto do mundo, nos tornam quem somos, felizes ou infelizes, cada parte do seu ser foi montada em cima dessa pilha de momentos. E esse é você, não é maravilhoso? (Tenho certeza que alguém ai pensou “Grande merda”)
Mas Carla, você precisou de uma música pra notar isso?
Não, como eu disse lá em cima: “São coisas óbvias que mais nos surpreendem” e me sinto feliz, por ainda conseguir me surpreender e apreciar essas coisas da minha vida, porque ainda que eu seja pessimista e passe boa parte do tempo achando tudo ruim, vejo a beleza das coisas, talvez até com maior apreciação. Por saber o que é ruim, dou mais destaque ainda ao que é bom.

Capitão Gancho – Composição: Clarice Falcão
Se não fossem as minhas malas cheias de memórias
Ou aquela história que faz mais de um ano
Não fossem os danos
Não seria eu
Se não fossem as minhas tias com todos os mimos
Ou se eu menino fosse mais amado
Se não desse errado
Não seria eu
Se o fato é que eu sou muito do seu desagrado
Não quero ser chato
Mas vou ser honesto
Eu não sei o que você tem contra mim
Você pode tentar por horas me deixar culpado
Mas vai dar errado
Já que foi o resto da vida inteira que me fez assim
Se não fossem os ais
E não fosse a dor
E essa mania de lembrar de tudo feito um gravador
Se não fosse Deus
Bancando o escritor
Se não fosse o mickey e as terças feiras e os ursos pandas e o andar de cima da
Primeira casa em que eu morei e dava pra chegar no morro só pela varanda se
Não fosse a fome e essas crianças e esse cachorro e o Sancho Pança se não fosse o
Koni e o Capitão Gancho
Não seria eu

 

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