04 de jan 2016

Nome: Quanto tudo começou em Quadrinhos
Autora: Bruna Vieira e Lu cafaggi
Editora: Nemo
ISBN: 9788582861318
Número de páginas: 80
Sinopse: Bruna tem uma lista secreta de sonhos que nunca contou para ninguém. Em uma cidade tão pequena que você provavelmente nunca ouviu falar, sua história começa. Nem tão alta, nem tão magra, nem tão divertida. Dizem que ela queria fazer as malas e explorar o mundo, mas antes disso vai precisar lidar com a timidez e enfrentar os primeiros dias na nova escola. Viajando com andorinhas e descobrindo as pontes que ligam a vida de uma garota comum aos seus sonhos, Bruna Vieira encontra o traço delicado da premiada ilustradora e quadrinista Lu Cafaggi, nos presenteando com a história de uma jovem que aprendeu a amar a vida e a si mesma antes de conhecer o mundo lá fora.

Desde o lançamento estou querendo esse livro, sou mega apaixonada pelo trabalho da Lu Cafaggi e super me inspiro na historia da Bruna Vieira, a parte que conheço pelo menos, porque apesar de acompanhar online, ainda não tinha nenhum de seus livros.

Faz um tempo também que não comprava nenhum livro em livraria física, porque online é bem mais barato (Paguei R$25,00, online está R$18,00), mas não consegui me segurar vendo os detalhes do livro em mãos. Foi tudo muito bem pensado.

São poucas páginas, mas muito bem detalhadas, quem acompanha a Bruna pode pegar facilmente as referências nos desenhos, como por exemplo as andorinhas distribuídas ao longo dele.

É fácil se identificar, ele conta a história de quando Bruna trocou de escola e todo mundo que já teve que fazer essa passagem, sabe como foi difícil, me lembrou inclusive o dia meu primeiro dia de aula na faculdade.

Apesar do livro ter pouco tempo, a representatividade das ilustrações o completa muito bem. Como essa cena abaixo, onde ela caminha por um corredor cheio de gente, se sentindo pequena e entra na sala se sentindo enorme, conforme as pessoas a notam ou não, muito bem sacado.

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Unhas cagadas, olhe para o desenho

Mais algumas doses de fofura e de repente, uma receita de bolo:

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Além de espaços em que o leitor pode interagir com o livro, anotando suas próprias experiências em situações semelhantes, há uma playlist com músicas da época (tem um qr code e um link para ela no Spotify, mas acho ela não existe mais), fotos, algumas com intervenções em desenho, da infância da Bruna e comentários da Lu Cafaggi no final.

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Vi criticas negativas a ele, mas não concordo com as mesmas, o livro entrega o que promete, apesar de não seguir as características de um hq comum, principalmente porque a maioria dos desenhos não se prendem a quadros.

No geral valeu a pena compra-lo e estou muito feliz com ele, recomendo. <3

 

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26 de out 2015
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 Nome: Fangirl
 Autor: Rainbow Rowell
 Editora: Novo Século
 ISBN: 9788542803686
 Páginas: 427

 Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estréia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar.

Atribuí:3 

Sinto que vou ser apedrejada depois dessa resenha, mas precisava fazê-la, para tirar de dentro de mim, hahaha.

Esse é um daqueles livros que li pela capa, verde mint, design bonito, etc, e pela autora, a maravilhosa Rainbow Rowell, que fez com que todo mundo se apaixonasse por Eleanor&Park.

Comecei o livro cheia de expectativa e com razão, o ritmo em que ele foi escrito é muito bom, por isso o sucesso da Rainbow. É quase um diário, é fácil se sentir próximo. Mas no caso de Fangirl, eu queria ficar bem longe da protagonista, a Cath, porque à achei meeega chata.
Muito provavelmente por termos personalidades diferentes, ela é mega introvertida, o oposto de sua Gêmea festeira When. A história começa logo quando elas entram para a faculdade e começam a viver suas vidas “separadas”. Cath se sente abandonada por When, por terem interesses diferentes agora, que incluem Vá em frente, Simon, a fanfic que começaram juntas.

Pelo meio da história, na verdade desde o começo, há trechos da fanfic, uma versão romance de sua série de livros favorita: Simon Snow. Que lembra demais Harry Potter. É como se o Harry e o Draco se apaixonassem, mas no caso aqui, o nome dos personagens são Simon e Baz (E a autora fictícia dos livros: Gemma T. Leslie).
Como sou Potterhead e vira e mexe estou relendo Harry Potter, fiquei me sentindo muito estranha quando fui reler os livros, porque a forma que a fanfic foi escrita em Fangirl, lembra a forma que a J.K. escreve, além deles serem bruxos e tal (Poisé, faz anos que eu não via uma fanfic de Harry Potter migos). Só que como não curto romance, achei péssimo e pulei a maior parte da fanfic da Cath, mas tudo bem, porque não interfere na história.

Não vou mentir, em alguns momentos me identifiquei com a Cath, na parte platônica de seus relacionamentos e nos momentos em que só quer fugir do mundo ou manter os pés no chão, mas não foi o bastante para gostar dela, desculpa mundo!

O engraçado é que não gostar da protagonista, me fez gostar muito das pessoas que a rodeavam que super me apeguei a Reagan (colega de quarto gótica suave e revolts) e o Levi (Carinha maravilhoso, que tá sempre por ali).
Por trás da chatice da Cath, há vários traumas claro, o medo de ser largada pela gêmea, a revolta com a mãe por tê-las abandonado e mais outras coisas que não posso mencionar sem dar spoiler. Tem vários momentos tristes, mas também me fez rir (principalmente nas partes da Reagan), vale a leitura.

O que dizer o livro impresso? lindo, leve, porém, não tenho, dei de presente para a Patricia e li a versão digital no meu kindle. :D

ALERTA SPOILER – não ultrapasse se não leu o livro ou não gostar


A história acompanha o tempo em que Cath termina sua fanfic, então não necessariamente a história dos personagens termina. Qual o problema da Rainbow com livros “sem finais”? O anexos também é assim?
Me respondam nos comentários!

 

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30 de jan 2015
 Nome: Mate-me quando quiser
 Autor: Anita Deak
 Editora: Gutenberg
 ISBN: 978858235181-9
 Páginas: 245
 Sinopse: Decidindo que sua vida deveria chegar ao fim, mas sem coragem de cometer suicídio, uma mulher contrata Soares, um matador de aluguel. Resolve que sua morte acontecerá na bela cidade de Barcelona, e para isso envia ao seu futuro algoz a passagem de avião e o endereço de onde ficará na Espanha. Ele deverá matá-la no prazo de quatro meses, quando for mais conveniente. Junto com o pagamento, manda também uma foto sua, para que ele saiba quem ela é. Mas ela não quer saber como é a aparência de seu matador. O destino, porém, nem sempre cumpre à risca os planos que costumamos traçar para ele.
Atribuí: 3

Recebi esse livro do grupo Autêntica e gostaria de ter postado a resenha antes, mas com todo o corre corre da viagem e entrega de encomendas, acabei me embananando, vamos lá!

Como dito na sinopse, o livro começa contando a história de uma mulher que encomendou a própria morte e foi a curiosidade em saber o porque que me obrigou a escolher esse livro. Acabou que a curiosidade é, de certa forma, uma grande arma usada pelos próprios personagens do livro, sem a qual seria impossível que eles se conhecessem e que tudo acontecesse. Logo nas primeiras páginas, comecei a ver a história como um filme, ainda mais quando a escritora descrevia os cenários e a disposição dos personagens, parecia tudo muito cinematográfico. Barcelona envolve a historia carinhosamente, como Paris em “O maravilhoso Destino de Amélie Poulain”, deu vontade de conhecer. <3

Absorvemos as reticências não com o sentido que elas têm, um recurso a favor de uma frase ainda por terminar, de um pensamento inacabado, omitido por quem fala. Fazemos das reticências o convite para completarmos as sentenças dos outros. Ainda que os outros jamais tenham dito ou escrito o que a gente tanto precisa ler ou escutar

Página 243

O livro mostra as situações de vários ângulos, de modo que sabemos como cada personagem se sentiu e porque agiu de determinada forma. Isso deixou o livro mais dinâmico e deu até a impressão que eu estava lendo super rápido. São poucos personagens e suas vidas se cruzam como no poema “Quadrilha” (clique para ler) de Carlos Drummont, impossível prever o final.

Gostei da diagramação, o tamanho e espaçamento da fonte deixaram a leitura bem leve. A contracapa tem a aparência de um cartão postal, achei uma graça.

Esse foi o primeiro livro que li em que a personagem não é chamada pelo nome, isso meio que me enlouqueceu no começo, mas superei, hahaha. O final não foi nada do que eu imaginava, fiquei “WHAAAT?”. Conheço algumas pessoas que ficam revoltadíssimas com Plot Twist, ainda bem que não sou uma delas, adorei!

Espero que tenham gostado, leriam?

 

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