24 de dez 2014
 Nome: O doador de Memórias (The Giver)
 Autor: Louis Lowry
 Editora: Arqueiro
 ISBN: 9788580412994
 Páginas: 192
Olá, hoje eu vim falar sobre um livro que eu amei e um filme que eu odiei. As chances de ser apedrejada ao final do post são grandes, mas preciso tirar isso do meu sistema. Podem ficar tranquilos, não coloquei nem sinopse para não ter spoiler. ;)
Atribuí: 3
Esse é o tipo de livro que te faz parar no final daquela frase de efeito, dita sem intenção pelo personagem e refletir toda sua vida e a humanidade. A história é uma distopia pintada de utopia, tudo controlado, quase sem complicações, não há mais dor, tragédias, amor e as escolhas de todos são pré determinadas pelo “governo”.
O livro conta a história do ponto de vista de Jonas, que é um 11 (tem 11 anos) e está se preparando para sua cerimonia de 12, onde, assim como todos que tenham nascido no mesmo ano, será designado a profissão que devera desempenhar por toda vida, até que se torne um idoso e seja dispensado.
É só após a cerimonia que Jonas conhece o Doador de memórias e claro, tudo muda. É bem nessa parte que o meu interesse pelo livro desenfreou, mas a leitura é tão leve que nem senti que estava lendo rápido, na verdade, a sensação é de que é apenas um conto, de tão curto.
Apesar de ter explodido a minha cabeça, não há tanta ação assim no livro, mas suspense. E são ​as pequenas coisas no dia a dia das personagens que ​mais​ impressionam, a tranquilidade robótica com que fazem as coisas, tão ​mecanicamente expressando no que o mundo se transformou. Monotonia, as pessoas não correm mais riscos, não fazem escolhas baseadas em sentimentos, pois os mesmos não existem. Não quero realmente dar spoiler e por isso recomendo a quem quiser ler o livro: Não assista o trailer. Estragará as surpresas do livro, as que mais me deixaram impressionada, pelo menos (Alias, por isso também não coloquei a sinopse aqui, informação demais).
Sei que não sou a única a se sentir, muitas vezes, injustiçada pelas versões cinematográficas dos nossos amores literários, mas por vezes isso ultrapassa, a ponto de eu achar que ‘O doador de memórias’ não deveria, nunca, ter virado um filme. O esforço para transformar o filme num blockbuster, colocando elementos de ação, romance e envelhecendo os personagens para tirar um pouco da monotonia do livro, acabou descaracterizando a natureza reflexiva do livro e empurrando-o para algo semelhante a Divergente/Jogos Vorazes (que eu amo, mas não combina aqui).
Como só li o primeiro da série posso estar falando besteira, lógico, mas essas foram minhas primeiras impressões, pelo que vi até agora e claro, adicionarei um adendo se depois de ler o resto (se é que vou).
Não tenho a versão física pois li no kindle, mas aceito de presente, hahahaha.
E ai? Já leram ou assistiram? O que acharam?

 

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 Curiosidades: A primeira edição lançada do Brasil se chamava apenas ‘O doador’ seguindo o título original “The Giver”, depois foi relançado como “O doador de memórias”.

 

 

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25 de set 2014
1

Nome: O Fantasma de Anya (Anya’s Ghost)
Autora: Vera Brosgol
Editora: Jangada
ISBN: 9788564850323
Número de páginas: 224

Como sou super protetora com vocês, vou novamente esconder a sinopse cheia de spoilers, hahahha. Me agradeçam depois!

 

Atribuí: 3
Olá, vim apresentar mais um HQ para vocês.
Nunca fui de ler muitas histórias em quadrinhos (tirando turma da Mônica e um pouco de Naruto), mas quanto mais me aprofundo na ilustração mais tenho vontade de ter trabalhos de outros artistas guardados.
Confesso que novamente me deixei levar pela capa e adivinhem, o conteúdo não decepcionou.
O livro conta a história de Anya, uma adolescente russa nos Estados Unidos.
Meio crisada, já começa o livro de dieta e luta para se integrar na escola. O problema dela é o mesmo que eu passei no ensino médio, sim, aquele negócio do bulling e de tentar mudar para ser aceita.
Um belo dia, depois de pagar um mico colossal por ser ingênua ela se afasta do ponto de ônibus e cai em um buraco. Fim!
Ok, mentira, ela cai no buraco e encontra a fantasminha Emily e é aí que tudo começa a mudar!
Emily começa a “ajudar” Anya na escola (colando nas provas) e a conquistar o carinha perfeito (que já é comprometido).
Anya também tem uma melhor amiga revolts e confesso: pensei que era um menino até quase o meio do livro.
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O livro tem quase uma “moral da história”. Que é, resumindo, não deixe de ser você mesma por causa dos outros, pare de desejar ter a vida de outras pessoas, você nem mesmo sabe como realmente é.
Ah, tem também uma espécie de “A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena”, mas chega, sem spoiler, hahaha!
O papel das páginas é como o de revista, só que com a gramatura um pouco maior, mas ainda assim tem que tomar bastante cuidado na hora de virar. O livro é todo em tons de roxo, mas por um momento me perguntei se inicialmente a intenção era ser preto e branco, seja lá o que for, o resultado ficou lindo.
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Descobri que a autora, Vera Brosgrol, é uma premiada cartunista e animadora russa e emigrou para os Estados Unidos quando pequena, ou seja, ela baseou a história de Anya em sua própria. Fiquei muito feliz ao encontrar o blog dela e descobrir ainda mais ilustrações lindas.
Blog da Autora

Comprei esse livro na Bienal, saiu por R$ 19,00, e até o presente momento está por R$ 19,90 no Submarino.

 

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29 de ago 2014


Livro: Emily, the strange
Autor: Rob Reger
Editora: Galera Records
ISBN: 978-850-1086-778
Número de páginas: 275

Sinopse:
Emily é uma menina de 13 anos bem diferente. Ela adora preto, gatos, música e, principalmente, fazer coisas estranhas. Porém um dia ela acorda e, subitamente, descobre que não lembra mais nada sobre si mesma… Amnésia! Tudo o que sabe é que usa preto da cabeça aos pés e as pessoas olham de um jeito estranho para ela na rua. Emily vai se lançar em uma aventura para saber quem ela é e, no caminho, talvez faça amizades, descubra mentiras e consiga até se lembrar de alguma coisa.

Atribuí: 4

Vim falar de um livro que achei que muita gente conhecia, por já ter visto a Emily em tantos produtos, descobri que não é tão conhecido assim aqui no Brasil.

A imagem de Emily surgiu na década de 90 na época usava como gráficos de Skateboard (em Santa Cruz, Califórnia), logo, com sua cara fechada, Emily ganhou milhões de fãs pelo mundo e os produtos estampados com ela se multiplicaram (loja). Depois de tanto tempo sendo usada como uma marca, em 2005, finalmente Emily finalmente ganhou uma história, quando a editora Dark Horse comprou seus direitos. Ao todo são quatro livros, só encontrei esse no Brasil.

O livro é lindo, cheio de ilustrações de Rob Reger e Buzz Parker.
Hardcover, bem diagramado, todo em preto, branco e vermelho.

A jacket é preta e a capa dura vermelha <3

Nenhuma página é igual, o que me deixava muito curiosa por saber o que iria encontrar a seguir.

O livro é apresentado como um diário da Emily, onde ela desenha, cola fotos e conta as coisas que descobriu andando pela cidade de Blackrock desmemoriada e tentando saber quem é.

Eu achei a Emily muito engraçada, mais por sua personalidade do que por qualquer coisa em especial. As situações do livro eram muito irônicas, não posso contar nenhuma em especial porque seria muito spoiler.
Se você gosta de gatos também vai amar, são quatro.

Sim, eu gostaria de ler os outros, porém a história é bem amarrada no final do primeiro, então consigo não arrancar meus cabelos.

Ganhei esse livro do meu namorado que o encontrou quase perfeito num sebo. Alias, obrigada a você que deixou esse livro seminovo lá para mim. <3
Quem quiser comprar tem na Saraiva.

 

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