26 de out 2015
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 Nome: Fangirl
 Autor: Rainbow Rowell
 Editora: Novo Século
 ISBN: 9788542803686
 Páginas: 427

 Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estréia de cada filme.
Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar.

Atribuí:3 

Sinto que vou ser apedrejada depois dessa resenha, mas precisava fazê-la, para tirar de dentro de mim, hahaha.

Esse é um daqueles livros que li pela capa, verde mint, design bonito, etc, e pela autora, a maravilhosa Rainbow Rowell, que fez com que todo mundo se apaixonasse por Eleanor&Park.

Comecei o livro cheia de expectativa e com razão, o ritmo em que ele foi escrito é muito bom, por isso o sucesso da Rainbow. É quase um diário, é fácil se sentir próximo. Mas no caso de Fangirl, eu queria ficar bem longe da protagonista, a Cath, porque à achei meeega chata.
Muito provavelmente por termos personalidades diferentes, ela é mega introvertida, o oposto de sua Gêmea festeira When. A história começa logo quando elas entram para a faculdade e começam a viver suas vidas “separadas”. Cath se sente abandonada por When, por terem interesses diferentes agora, que incluem Vá em frente, Simon, a fanfic que começaram juntas.

Pelo meio da história, na verdade desde o começo, há trechos da fanfic, uma versão romance de sua série de livros favorita: Simon Snow. Que lembra demais Harry Potter. É como se o Harry e o Draco se apaixonassem, mas no caso aqui, o nome dos personagens são Simon e Baz (E a autora fictícia dos livros: Gemma T. Leslie).
Como sou Potterhead e vira e mexe estou relendo Harry Potter, fiquei me sentindo muito estranha quando fui reler os livros, porque a forma que a fanfic foi escrita em Fangirl, lembra a forma que a J.K. escreve, além deles serem bruxos e tal (Poisé, faz anos que eu não via uma fanfic de Harry Potter migos). Só que como não curto romance, achei péssimo e pulei a maior parte da fanfic da Cath, mas tudo bem, porque não interfere na história.

Não vou mentir, em alguns momentos me identifiquei com a Cath, na parte platônica de seus relacionamentos e nos momentos em que só quer fugir do mundo ou manter os pés no chão, mas não foi o bastante para gostar dela, desculpa mundo!

O engraçado é que não gostar da protagonista, me fez gostar muito das pessoas que a rodeavam que super me apeguei a Reagan (colega de quarto gótica suave e revolts) e o Levi (Carinha maravilhoso, que tá sempre por ali).
Por trás da chatice da Cath, há vários traumas claro, o medo de ser largada pela gêmea, a revolta com a mãe por tê-las abandonado e mais outras coisas que não posso mencionar sem dar spoiler. Tem vários momentos tristes, mas também me fez rir (principalmente nas partes da Reagan), vale a leitura.

O que dizer o livro impresso? lindo, leve, porém, não tenho, dei de presente para a Patricia e li a versão digital no meu kindle. :D

ALERTA SPOILER – não ultrapasse se não leu o livro ou não gostar


A história acompanha o tempo em que Cath termina sua fanfic, então não necessariamente a história dos personagens termina. Qual o problema da Rainbow com livros “sem finais”? O anexos também é assim?
Me respondam nos comentários!

 

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30 de jan 2015
 Nome: Mate-me quando quiser
 Autor: Anita Deak
 Editora: Gutenberg
 ISBN: 978858235181-9
 Páginas: 245
 Sinopse: Decidindo que sua vida deveria chegar ao fim, mas sem coragem de cometer suicídio, uma mulher contrata Soares, um matador de aluguel. Resolve que sua morte acontecerá na bela cidade de Barcelona, e para isso envia ao seu futuro algoz a passagem de avião e o endereço de onde ficará na Espanha. Ele deverá matá-la no prazo de quatro meses, quando for mais conveniente. Junto com o pagamento, manda também uma foto sua, para que ele saiba quem ela é. Mas ela não quer saber como é a aparência de seu matador. O destino, porém, nem sempre cumpre à risca os planos que costumamos traçar para ele.
Atribuí: 3

Recebi esse livro do grupo Autêntica e gostaria de ter postado a resenha antes, mas com todo o corre corre da viagem e entrega de encomendas, acabei me embananando, vamos lá!

Como dito na sinopse, o livro começa contando a história de uma mulher que encomendou a própria morte e foi a curiosidade em saber o porque que me obrigou a escolher esse livro. Acabou que a curiosidade é, de certa forma, uma grande arma usada pelos próprios personagens do livro, sem a qual seria impossível que eles se conhecessem e que tudo acontecesse. Logo nas primeiras páginas, comecei a ver a história como um filme, ainda mais quando a escritora descrevia os cenários e a disposição dos personagens, parecia tudo muito cinematográfico. Barcelona envolve a historia carinhosamente, como Paris em “O maravilhoso Destino de Amélie Poulain”, deu vontade de conhecer. <3

Absorvemos as reticências não com o sentido que elas têm, um recurso a favor de uma frase ainda por terminar, de um pensamento inacabado, omitido por quem fala. Fazemos das reticências o convite para completarmos as sentenças dos outros. Ainda que os outros jamais tenham dito ou escrito o que a gente tanto precisa ler ou escutar

Página 243

O livro mostra as situações de vários ângulos, de modo que sabemos como cada personagem se sentiu e porque agiu de determinada forma. Isso deixou o livro mais dinâmico e deu até a impressão que eu estava lendo super rápido. São poucos personagens e suas vidas se cruzam como no poema “Quadrilha” (clique para ler) de Carlos Drummont, impossível prever o final.

Gostei da diagramação, o tamanho e espaçamento da fonte deixaram a leitura bem leve. A contracapa tem a aparência de um cartão postal, achei uma graça.

Esse foi o primeiro livro que li em que a personagem não é chamada pelo nome, isso meio que me enlouqueceu no começo, mas superei, hahaha. O final não foi nada do que eu imaginava, fiquei “WHAAAT?”. Conheço algumas pessoas que ficam revoltadíssimas com Plot Twist, ainda bem que não sou uma delas, adorei!

Espero que tenham gostado, leriam?

 

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24 de dez 2014
 Nome: O doador de Memórias (The Giver)
 Autor: Louis Lowry
 Editora: Arqueiro
 ISBN: 9788580412994
 Páginas: 192
Olá, hoje eu vim falar sobre um livro que eu amei e um filme que eu odiei. As chances de ser apedrejada ao final do post são grandes, mas preciso tirar isso do meu sistema. Podem ficar tranquilos, não coloquei nem sinopse para não ter spoiler. ;)
Atribuí: 3
Esse é o tipo de livro que te faz parar no final daquela frase de efeito, dita sem intenção pelo personagem e refletir toda sua vida e a humanidade. A história é uma distopia pintada de utopia, tudo controlado, quase sem complicações, não há mais dor, tragédias, amor e as escolhas de todos são pré determinadas pelo “governo”.
O livro conta a história do ponto de vista de Jonas, que é um 11 (tem 11 anos) e está se preparando para sua cerimonia de 12, onde, assim como todos que tenham nascido no mesmo ano, será designado a profissão que devera desempenhar por toda vida, até que se torne um idoso e seja dispensado.
É só após a cerimonia que Jonas conhece o Doador de memórias e claro, tudo muda. É bem nessa parte que o meu interesse pelo livro desenfreou, mas a leitura é tão leve que nem senti que estava lendo rápido, na verdade, a sensação é de que é apenas um conto, de tão curto.
Apesar de ter explodido a minha cabeça, não há tanta ação assim no livro, mas suspense. E são ​as pequenas coisas no dia a dia das personagens que ​mais​ impressionam, a tranquilidade robótica com que fazem as coisas, tão ​mecanicamente expressando no que o mundo se transformou. Monotonia, as pessoas não correm mais riscos, não fazem escolhas baseadas em sentimentos, pois os mesmos não existem. Não quero realmente dar spoiler e por isso recomendo a quem quiser ler o livro: Não assista o trailer. Estragará as surpresas do livro, as que mais me deixaram impressionada, pelo menos (Alias, por isso também não coloquei a sinopse aqui, informação demais).
Sei que não sou a única a se sentir, muitas vezes, injustiçada pelas versões cinematográficas dos nossos amores literários, mas por vezes isso ultrapassa, a ponto de eu achar que ‘O doador de memórias’ não deveria, nunca, ter virado um filme. O esforço para transformar o filme num blockbuster, colocando elementos de ação, romance e envelhecendo os personagens para tirar um pouco da monotonia do livro, acabou descaracterizando a natureza reflexiva do livro e empurrando-o para algo semelhante a Divergente/Jogos Vorazes (que eu amo, mas não combina aqui).
Como só li o primeiro da série posso estar falando besteira, lógico, mas essas foram minhas primeiras impressões, pelo que vi até agora e claro, adicionarei um adendo se depois de ler o resto (se é que vou).
Não tenho a versão física pois li no kindle, mas aceito de presente, hahahaha.
E ai? Já leram ou assistiram? O que acharam?

 

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 Curiosidades: A primeira edição lançada do Brasil se chamava apenas ‘O doador’ seguindo o título original “The Giver”, depois foi relançado como “O doador de memórias”.

 

 

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